Sinalização

Ausência de faixa em frente ao Parque do Rangedor preocupa

Em toda a extensão da Avenida Deputado Luís Eduardo Magalhães não há faixas de pedestres; acidente ocorreu ali recentemente, quando mulher não resistiu ao ser atingida por um carro

Nelson Melo / O Estado

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h22
Além da ausência de faixas de pedestre, não há redutores de velocidade nas entradas e saídas do parque
Além da ausência de faixas de pedestre, não há redutores de velocidade nas entradas e saídas do parque (sem faixa)

Pessoas que fazem caminhada e outras atividades físicas no Parque Estadual do Rangedor, localizado no bairro Cohafuma, em São Luís, estão reclamando da ausência de faixa de pedestres em frente ao espaço. A Avenida Deputado Luís Eduardo Magalhães, onde o complexo está situado, concentra um grande fluxo de veículos, entre carros, motocicletas, caminhões e ônibus. Por este motivo, a sinalização horizontal está sendo exigida, pois o risco de um acidente é grande.

De acordo com uma vendedora de bombons que trabalha na entrada do Parque do Rangedor, que foi inaugurado há pouco tempo, até o momento não aconteceram acidentes, pelo menos no período em que ela fica no local. A mulher disse que, de fato, o tráfego é intenso na avenida, principalmente, no fim da tarde, a partir das 17h. “Passa muito veículo aqui. De tardezinha e início da noite, passam mais. E é justamente nesse horário que o parque fica lotado. Muitas crianças brincam aqui”, comentou a ambulante.

Conforme a vendedora, o tráfego fica mais intenso durante os fins de semana, quando praticamente dobra a quantidade de veículos que passam pela avenida. “Aos sábados e domingos, aqui fica muito movimentado. Só não fica engarrafado. Mas é muito carro, ônibus, moto. Para alguém atravessar, é complicado demais. A pessoa tem de esperar a boa vontade dos motoristas. Pior que eles não param”, mencionou a mulher.

Velocidade excessiva
Um fator que aumenta a preocupação de quem pratica exercícios físicos no local é a velocidade dos veículos, uma vez que na obra de construção do parque não houve nenhuma preocupação de providenciar redutores de velocidade nas entradas e saídas. A professora Ana Cláudia, que levava os filhos para brincar no parque, observou que deveria haver faixa de pedestre não somente em frente ao espaço, como, também em outros pontos da avenida. “Os carros passam em alta velocidade. Tomara que não aconteça uma tragédia”, relatou ela.

Para Ana Cláudia, além da faixa de pedestre, redutores de velocidade também seriam bem-vindos, uma vez que inibiriam a euforia dos condutores ao trafegam pela avenida. “Toda hora tem gente atravessando ali. O fluxo de veículos é muito grande. De igual modo, o risco de alguém ser atropelado aumenta”, expressou a professora.

Acidente fatal
Na Avenida Deputado Luís Eduardo Magalhães, ocorreu um acidente fatal no final do primeiro semestre deste ano O fato aconteceu no dia 11 de julho. Duas pessoas, que estavam em uma motocicleta, foram atingidas por um carro. A mulher que ocupava a garupa, identificada como Leila Maria Maciel Marques, caiu no chão, bateu a cabeça no asfalto e morreu.
O condutor da motocicleta também despencou na pista, mas sobreviveu. Ele foi encaminhado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) a um hospital.

Em nota, a Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte (SMTT) informou que está previsto no planejamento de obras da Prefeitura a execução de projeto de modificação geométrica para a Avenida Luís Eduardo Magalhães, no qual está incluída a sinalização da via. A referida obra vai melhorar o fluxo de veículos que circulam pela avenida, sentido Jerônimo de Albuquerque – na altura do bairro Cohafuma. Quanto aos cuidados para evitar acidentes, a SMTT destaca que tem intensificado as ações educativas em diversos bairros de São Luís, a fim de conscientizar e orientar pedestres e condutores sobre a importância do respeito à sinalização implantada nas vias.

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