Caso Coquilho

PM da chacina no Coquilho tem prisão prorrogada pela Justiça

O soldado Hamilton Caires Linhares está preso desde o dia 3 de janeiro, suspeito de ter executado os três jovens na área de construção do Minha Casa Minha Vida, que ele vigiava

Ismael Araújo

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h26
Hamilton Caires Linhares vai continuar preso suspeito de homicídios
Hamilton Caires Linhares vai continuar preso suspeito de homicídios (Soldado)

SÃO LUÍS - O soldado da Polícia Militar, Hamilton Caires Linhares, teve a sua prisão prorrogada por mais 30 dias por determinação do Poder Judiciário. Ele está preso desde o dia 7 de janeiro deste ano no presídio militar, no Calhau, suspeito de participação na chacina ocorrida no bairro Coquilho, zona rural da capital. Esse crime ocorreu no dia 3 de janeiro e os mortos foram Joanderson da Silva Diniz, de 17 anos; Gildean Castro Silva, de 14 anos, e Gustavo Feitosa Monroe, de 18 anos.

O caso está sendo investigado pela Superintendência Estadual de Homicídio e Proteção a Pessoas (SHPP), coordenado pelo delegado Dilson Pires. O delegado informou que o resultado dos exames periciais e as oitivas das testemunhas estão direcionando como autor desse crime o soldado Linhares. “A justiça acatou o pedido de prorrogação da prisão do militar solicitado pela SHPP”, disse o delegado.

Ele declarou, ainda que os exames periciais, que foram realizados pelos peritos do Instituto de Criminalística, constataram que duas vítimas foram mortas a tiros quando estavam deitadas e a terceira foi baleada na cabeça e estava de joelho. Nos corpos foram constatadas marcas de tiros nas mãos e na nuca. “A investigação está adiantada e estamos no aguardo de resultado final de alguns exames periciais”, afirmou o delegado.

Barbárie

As vítimas foram vistas com vida pela última vez no dia 3 de janeiro em uma área de construção de um condomínio do programa federal Minha Casa, Minha Vida, que está sendo realizado no Coquilho. Segundo a polícia, os jovens foram cercados pelos vigilantes e executados. Os corpos deles foram encontrados no dia seguinte com marcas de tiros, principalmente na cabeça.

Os depoimentos das testemunhas afirmaram que as vítimas estavam indo para uma área de banho próximo ao condomínio, mas ainda não foi comprovado que elas teriam envolvimento com algum delito. A equipe de vigilância do local já vinha tendo uma série de conflitos com os moradores da região, que usavam as dependências do condomínio para ter acesso ao mangue. Existe a possibilidade de haver mais funcionários públicos envolvidos nessa chacina, mas o caso está sendo investigado pela polícia.

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais Twitter, Instagram e TikTok e curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.