Política | Críticas

Orçamento do governo Flávio Dino é uma peça de ficção, diz deputado

Adriano Sarney (PV) critica números presentes no projeto de lei orçamentária para 2019 e o real cenário financeiro do Maranhão; projeto de lei orçamentária tem previsão de ser votado hoje, na Assembleia Legislativa
12/12/2018

O deputado estadual Adria­no Sarney (PV) fez críticas ao projeto de Lei Orçamentária para 2019, enviado pelo governo Flávio Dino (PCdoB) para a Assembleia Legislativa. Segundo o parlamentar, a peça orçamentária “beira à ficção”, já que não espelha a realidade econômica e financeira do Maranhão.
De acordo com o deputado, não há qualquer referência na proposta ao rombo nas contas públicas, isto é, déficit, pois o governo gasta mais do que arrecada, além do esvaziamento do Fundo Estadual de Pensão e Aposentadoria (Fepa).
Ainda tem o chamado “risco de calote”, ou seja, a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) rebaixou o Maranhão no critério de confiabilidade, que desceu da categoria de “B” para “C”. Por isso, o estado não deve contar com aval da União para contrair novos empréstimos.
“Eu considero este projeto de lei uma peça de ficção digna de filmes do imaginário de Hollywood, pois nela o governo faz uma manobra, um exercício intelectual incrível, que é de se ficar estarrecido. Basta analisar os números atentamente. A verdade é que a situação das finanças do Maranhão vai de mal a pior”, disse Adriano. A proposta orçamen­tária para 2019 está prevista para ser votada hoje, na Assembleia Legislativa.
Adriano explicou que há pontos errados na proposta. Um destes pontos é o fato de que, de acordo com um estudo técnico do projeto de lei orçamentária, a poupança corrente do Maranhão, em 2014, estava na faixa de 19% e em 2018 chegou a algo em torno de 9,2%, ou seja, caiu para menos da metade, por isso está com saldo insuficiente para conseguir arcar com os pagamentos das dívidas já feitas, e menos ainda em relação às dívidas que eventualmente poderiam ser contraídas pelo Governo.
“Então, não é novidade para ninguém o porquê de o governador estar cortando diárias de policiais, não estar pagando fornecedores, estar demitindo terceirizados, trocando os carros alugados por táxis e Uber, simplesmente porque o governo está quebrado, como eu já disse um ano atrás que ia quebrar”, afirmou o deputado.

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