Editorial

Faixas exclusivas requerem jogo de cintura

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h27

Implantadas em dezembro do ano passado, as faixas exclusivas de ônibus fixadas em vários pontos da capital maranhense surgiram com o intuito de dar mais fluidez ao trânsito, especialmente nos horários de pico. Apesar do intuito nobre, o que se viu, na prática, foi uma série de abusos por parte de motoristas e um dano incalculável para a economia local, a ponto de estabelecimentos comerciais até então instalados na Avenida Marechal Castelo Branco, no São Francisco, fecharem as portas por falta de clientes que não podem estacionar os veículos na entrada das lojas devido às faixas.
Para tentar tardiamente, e após um ano, uma solução, representantes da Associação Comercial do Maranhão (ACM) e do Ministério Público (MP) deverão se reunir nos próximos dias com membros da Prefeitura de São Luís. A meta é conciliar os interesses de fluidez nas vias com os incentivos econômicos para os empresários locais. Uma proposta de flexibilização do uso das faixas nas vias deverá ser apresentada no encontro.
Se os empresários debaterão os seus interesses financeiros, o poder público - por sua vez - deverá argumentar que, caso as faixas sejam retiradas, novos engarrafamentos na região poderão ser registrados. Uma solução para o impasse seria o estímulo à educação dos condutores em deixar seus veículos nas esquinas e ruas transversais à Avenida Castelo Branco. Uma prática que, enquanto em outras cidades como Teresina (PI) é comum, em São Luís é motivo de reclamação de muitos condutores.
Atualmente, a Prefeitura libera o uso das faixas exclusivas, em dias úteis, somente para ônibus, táxis, ambulâncias e veículos oficiais. O usuário comum está autorizado a utilizar as faixas somente nos fins de semana (a partir das 13h59 de sábado às 5h de segunda-feira). Quem desrespeitar a regra estará sujeito ao pagamento de multa, no valor de R$ 293,47. A punição financeira inibe a maior parte dos infratores, mas freia a clientela nos estabelecimentos no São Francisco.
Até o momento, o Município não se posicionou acerca da situação das faixas. Neste caso, será necessário habilidade do poder público e aglutinação dos interesses distintos (setores público e privado) para que nem o trânsito e nem a economia saiam perdendo. A economia maranhense - que pelos últimos dados vai de mal a pior - agradece.

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