DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

Dia da Consciência Negra é lembrado por católicos

Fiéis estiveram reunidos na missa, na Igreja do Divino Espírito Santo, na Liberdade, para celebrar a data histórica que representa milhões de brasileiros

IGOR LINHARES / O ESTADO

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h27
Sermão evidenciou a necessidade de políticas mais eficazes para auxiliar no combate ao preconceito e discriminação
Sermão evidenciou a necessidade de políticas mais eficazes para auxiliar no combate ao preconceito e discriminação (missa)

O Dia da Consciência Negra, comemorado em todo território nacional ontem (20), e instituído feriado no Maranhão - um dos poucos estados da república a aderir ao facultativo -, teve celebrações católicas, com missas em dedicação especial aos negros, com mensagens e reivindicações a direitos iguais e menos intolerância, de todos os tipos, e, principalmente, racial. Na Igreja do Divino Espírito Santo, no bairro Liberdade, a celebração reuniu dezenas de pessoas.

À frente da celebração, os padres Ribamar e Frei Magno relembraram, durante o momento de fé e união, a luta histórica do povo negro em meio à sociedade, além de fazerem inferência à vida de Jesus Cristo na terra. “Essa reunião de fiéis, de diferentes raças e etnias, é para celebrar a memória, e voltar, sobretudo, ao nosso passado, à nossa história, à consciência negra”, destacou o padre Ribamar. “Neste dia, fomos mais humanos e humanas conquistamos a dignidade; caminhamos os caminhos de Cristo”, completou o padre Frei Magno.

Na ocasião, negros e brancos, diferente do que se imaginou em um passado pouco distante, estiveram unidos em torno da fé ao mesmo Deus, mas, também, para colocar em evidência o combate das distinções pela cor da pele, do racismo, ainda presente, cotidianamente, em todos os espaços da sociedade.

O padre Ribamar também evidenciou a necessidade de políticas mais eficazes para auxiliar no combate ao preconceito e discriminação, além da falta de oportunidades, portanto, desigualdade pelas quais os negros ainda passam em meio à sociedade. “Precisamos de mais investimentos em políticas públicas, pois não se pode mais escravizar alguém por sua cor, bem como não se pode distinguir as pessoas por tal motivo”, frisou. “A luta não é só dos negros, mas de todos os brasileiros e brasileiras!”.

A celebração católica também permitiu espaços para que os presentes fizessem seus pedidos e preces, e entre igualdade social, de direitos; respeito e força, fiéis rogaram a Deus por um mundo mais justo, onde todos pudessem ser o que quisessem e tivessem, principalmente, o mesmo espaço que qualquer outra pessoa, de cor que não fosse só a negra, para que se pudesse vencer os males que assolam o país, como a miséria, a fome e a “falta de amor e humanidade entre os irmãos”, como destacou a idosa Maria de Jesus, de 67 anos.

Consciência Negra
O Dia da Consciência Negra é considerado uma ação afirmativa de promoção da igualdade racial e uma referência para a população afrodescendente dedicada à reflexão sobre as consequências do racismo. Assim sendo, a data tem uma orientação comemorativa, voltada à afirmação da consciência política, da pertença étnico-racial e da reivindicação dos direitos da população afro-brasileira.

A data também é utilizada para incentivar a reflexão sobre o relevo da cultura e do povo africano, bem como a sua importante influência na cultura brasileira. Nas cidades onde foi decretado feriado no dia, realizou-se uma série de eventos, como fóruns, debates e programações como culturais.

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