Desemprego em alta

No governo de Flávio Dino, aumentou percentual de desempregados no Maranhão

Segundo dados do IBGE, o Maranhão faz parte da lista dos seis estados que mais aumentou o número de desocupados no primeiro trimestre deste ano

Carla Lima/Subeditora de Política

Atualizada em 11/10/2022 às 12h31
Desemprego no Maranhão é maior durante o governo Flávio Dino
Desemprego no Maranhão é maior durante o governo Flávio Dino (Desemprego)

O governo de Flávio Dino (PCdoB) bateu o recorde no número de desemprego no Maranhão desde 2012. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desocupados no estado chegou a 15,6 no primeiro trimestre deste ano. Percentual é maior nos últimos sete anos.

Desde quando assumiu o governo do Maranhão, o comunista Flávio Dino tem como dados em sua gestão o aumento da taxa de desempregados. Em 2015, por exemplo, primeiro ano de gestão do comunista, a taxa de desemprego tinha o percentual média de 8%.

Este percentual estava na média nacional e também dos últimos dois anos antes de Dino assumir a gestão. Em 2015, já na gestão comunista, a média no Maranhão do índice de desemprego chegou a 8,5%. No entanto, esta taxa passou a crescer a cada ano da administração comunista.

Em 2016, a média aumentou para 11,8%. Nos quatro trimestres deste ano, a taxa de desemprego foi de 10,8% no primeiro trimestre, seguido de 11,8% no trimestre seguinte e 11,9 no terceiro trimestre. No quarto trimestre de 2016, o salto foi maior chegando a 13%.

Em 2017, o aumento de desemprego continuou no estado. No primeiro trimestre foi constada taxa de 15%, dois pontos percentuais a mais que no trimestre anterior. Nos três trimestres seguintes, houve uma redução tímida ficando 14,6%, 14, 4% chegando a 13,3%, percentual comemorado em propaganda institucional do governo e também pelas redes sociais do governador e de seus aliados.

Entretanto, três meses depois, o IBGE aponta que o desemprego aumentou no Maranhão deixando o estado como o sexto com maior taxa de desempregados do Brasil ficando acima da média nacional que é de 13,1%. De quando teve início o comunista até o momento, a taxa de desemprego quase que dobrou.

Comparação – Comparando os 3 anos e um trimestre de Flávio Dino com o governo anterior, é possível perceber o aumento na taxa desemprego. Em 2012, por exemplo, a média dos trimestres deste ano chega a 7,9%. Em 2013, a média foi de 7,85% sendo que neste ano, o Maranhão apresentou o último trimestre uma taxa de desocupados de 5,5%.

No último ano da ex-governadora Roseana Sarney (MDB), a média da taxa de desemprego foi de 8,75%, que somente é maior do que a média do primeiro ano de governo de Flávio Dino.

Mais

Na propaganda institucional, o governo do Estado cita sempre o Programa Mais Emprego, desenvolvido para gerar emprego e renda no Maranhão. Na teoria, o programa consiste em desconto de ICMS de R$ 500 para empresas que contratarem novos empregados; a oferta de créditos para reformas residenciais e doação de material para que sindicatos, cooperativas e outras organizações realizem melhorias em ruas, o programa visa incentivar o aquecimento do mercado e a geração de novas oportunidades. Na prática, o programa não tem os efeitos ditos nas propagandas institucionais.

Correlata

Maranhão também está entre os estados com maior taxa de trabalhadores subutilizados

Os dados do IBGE com a PNAD mostram que há em todo o Brasil 13,7 milhões de pessoas, com taxa de desemprego em 13,1% no primeiro trimestre, conforme divulgado anteriormente pelo IBGE. São os que procuram emprego, mas não conseguiram nos últimos 30 dias.

Além disso, são considerados trabalhadores subocupados 6,2 milhões de brasileiros, aqueles empregados, mas com jornada de trabalho inferior a 40 horas semanais.

O restante dos trabalhadores subutilizados são aqueles que podem trabalhar, mas não têm disponibilidade.

No Maranhão, a taxa de subutilizados (que abrange desempregados, subocupados e desalentados) chegou no primeiro trimestre deste ano a 37,4%.

Segundo o IBGE, essa é a maior taxa desde 2012. Os estados com maior contingente de subutilizados são Bahia (40,5%), Piauí (39,7%), Alagoas (38,2%) e Maranhão (37,4%), enquanto Santa Catarina (10,8%), Rio Grande do Sul (15,5%), Mato Grosso (16,0%) e Paraná (17,6%) têm as menores.

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