Quem pagou a conta?

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h31

Desde ontem, uma pergunta foi feita dezenas de vezes aos setores de comunicação e relações com a imprensa do governo Flávio Dino (PCdoB): “Afinal, quem pagou a conta da ação política do governador em Curitiba (PR) em apoio ao ex-presidente Lula, que está preso na capital paranaense?”.
O Estado também fez a pergunta, seguindo os trâmites oficiais. Como é um órgão de imprensa, outras também foram direcionadas pelo jornal ao governo comunista, ontem, sobre os mais diversos assuntos. Na resposta, a Secretaria de Comunicação informou apenas que a viagem “foi paga com recursos próprios” de Flávio Dino, mas não detalhou as despesas. Até para ficar bem claro para a população.
O próprio governador, tão ativo nas redes sociais, foi questionado por jornalistas, políticos e populares sobre o passeio em Curitiba – enquanto o Maranhão sofria com enchentes em vários municípios –, mas nenhuma explicação foi dada sobre o pagamento de sua passagem em apoio a Lula.
Mas não é apenas a viagem a Curitiba, onde estava em plena campanha pessoal, que deve ser questionada quanto aos gastos. A própria viagem de Flávio Dino aos Estados Unidos, a convite de alunos que estudam em universidades de Massachusetts, precisa ser esclarecida pelo comunista.
Foi um evento pessoal, não estatal, uma palestra do Flávio Dino político e ativista do setor judicial, não do Flávio Dino governador de estado. A pergunta que não quer calar, continua, portanto: afinal, quem pagou a conta?!?

Enchentes
O deputado Sarney Filho (PC) conversou ontem com o ministro interino da Integração, Antônio de Pádua de Deus Andrade, sobre a situação dos municípios atingidos pelas chuvas no Maranhão.
O ministro garantiu providências imediatas direcionadas ao estado e que as prefeituras das cidades atingidas devem contar o ministério.
As chuvas fortes que caíram no últimos dias provocaram alagamentos na capital e inundações em diversas cidades do interior, como Trizidela do Vale, Tuntum, Joselândia, Marajá do Sena, Codó, Presidente Dutra, entre outros.

E em Curitiba...
Enquanto cidades do Maranhão viviam o drama das enchentes e outros prejuízos causados pelas chuvas, o governador Flávio Dino estava em Curitiba, para visitar, num claro ato político, o ex-presidente Lula, preso na sede Polícia Federal.
A viagem do governador comunista provocou uma enxurrada de críticas em redes sociais, sobretudo diante do sufoco dos moradores das cidades atingidas pelas chuvas.
O Governo do Estado afirmou que a viagem foi custeada com recursos do próprio Dino. Mas que pegou mal, pegou.

Desprezo
O desprezo do governador Flávio Dino para com as áreas inundadas no interior maranhense chamou a atenção de deputados federais e estaduais.
Parlamentares vinculados ou não ao governo comunista manifestaram solidariedade às famílias atingidas e encaminharam ações para tentar amenizar o problema.
Detalhe: desde 2016 Flávio Dino criou um tal comitê de acompanhamento das inundações, que nunca foi, de fato, efetivado.

Dino derrotado
Senadores e deputados federais maranhenses no Congresso Nacional derrotaram ontem o governo Flávio Dino na eleição do coordenador da bancada.
Com a ajuda dos ex-dinistas José Reinaldo Tavares e Waldir Maranhão (ambos agora no PSDB), a deputada Luana Costa (PSC) derrotou o dinista Cléber Verde (PRB).
Verde entrou na disputa com a chancela do atual coordenador, Rubens Júnior (PCdoB), e com a pompa de ser o presidente do partido do vice-governador Carlos Brandão.

Meio a meio
A chegada do ex-governador José Reinaldo Tavares e do deputado federal Waldir Maranhão à oposição ao governo Flávio Dino encorpou as denúncias contra o comunismo.
E a movimentação de deputados, prefeitos e vereadores em relação ao governo também ganhou novas nuances.
Para se ter ideia, a bancada hoje tem nada menos que nove deputados ligados a Dino e outros nove de oposição.

Todos contra
Já a bancada de senadores maranhenses é toda desvinculada do governador Flávio Dino, que não tem poder de articulação na Câmara Alta.
Os senadores Edison Lobão e João Alberto (ambos do MDB) sempre se posicionaram contrários ao projeto de poder comunista.
E o tucano Roberto Rocha, apesar de ter sido eleito na chapa de Dino, foi forçado a deixar a base do governo.

DE OLHO
R$ 33 milhões Foi quanto já recebeu do governo Flávio Dino a construtora Epeng, investigada por fraude em contratos firmados com o BNDES

E MAIS

• A não desincompatibilização do secretário Felipe Camarão e do prefeito Edivaldo Júnior praticamente selou a permanência de Carlos Brandão como vice.

• O deputado federal Weverton Rocha pressiona o governador Flávio Dino por um segundo candidato a senador que não lhe faça sombra na base do governo.

• Deputados governistas que inflaram o DEM na Assembleia já começam a se preocupar com a reeleição em uma chapa de alta exigência de votos.

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