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Conheça os benefícios do exercício físico no diabetes tipo 2

O treinamento aumenta a absorção de glicose pelas células, melhora a atuação da insulina e ajuda no controle de peso do paciente diabético
11/02/2018 às 08h31
(Divulgação)

SÃO PAULO - O exercício físico regular traz uma série de benefícios ao corpo e à mente, por isso a prática não só ajuda a prevenir, como complementa o tratamento de uma série de doenças. Entre elas, destaca-se o diabetes tipo 2, epidemia que cresce em razão do aumento da obesidade e da vida cada vez mais sedentária. São mais de 422 milhões de pessoas no mundo com a doença, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), só no Brasil, de acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, são mais de 13 milhões de diabéticos.

Tipo mais prevalente da doença, o DM2 corresponde a 90% dos casos e pode levar a várias complicações, sendo que uma das mais graves são as doenças cardiovasculares. “O paciente diagnosticado com a patologia tem de duas a quatro vezes mais chances de morrer vítima de um infarto ou de um AVC (Acidente Vascular Cerebral). O grande obstáculo, no entanto, é que, além de desconhecer esse risco, metade dessas pessoas não sabe que é diabética”, alerta o endocrinologista Marco Antonio Tambascia.

Quem tem a doença possui resistência aos efeitos da insulina, hormônio produzido no pâncreas, responsável pela captação da glicose no organismo. Além do controle com medicação e dieta adequada, o esporte faz parte do tratamento porque, em geral, resulta na perda de peso, além de contribuir para o controle glicêmico. Calcula-se que 80% das pessoas com diabetes estejam com sobrepeso4. E sabe-se que o aumento da gordura provoca um processo inflamatório generalizado no organismo que leva à resistência à insulina.

O treinamento, se realizado de forma recorrente, aumenta a captação e o metabolismo da glicose pelo músculo, pois intensifica a síntese de GLUT-4, receptor que auxilia na retirada do açúcar do sangue para dentro das células. Esse processo, explica o Dr. Tambascia, torna a insulina mais ativa. "Com maior quantidade de GLUT 4, as taxas de glicemia ficam mais baixas e o diabetes mais controlado. Sem contar que os exercícios, especialmente os aeróbios, melhoram a capacidade cardiorrespiratória, uma forma de prevenção com as doenças cardiovasculares", esclarece.

Para o médico, a mudança de estilo de vida é um dos pilares para o controle do DM2, e atividade física nesses casos ainda acelera o emagrecimento por meio de maior queima calórica, reduz os níveis do hormônio cortisol, que, elevado agrava o processo inflamatório gerado pela doença, entre outros efeitos positivos.

Antes, porém, de iniciar uma atividade física, é importante ir ao médico para avaliar a necessidade de solicitação de exames e também para receber orientação sobre os cuidados com a doença. Também é essencial que o paciente seja orientado por um profissional especializado durante a prática esportiva. “O recomendado é mesclar as atividades aeróbicas com as resistidas, por 30 minutos, pelo menos três vezes por semana, mas isso vai depender da condição física de cada paciente”, pondera.

Sobre o diabetes tipo 2

- Como identificar a doença? Ela pode ser assintomática, mas existem alguns sintomas mais comuns: fome e sede excessivas, ganho ou perda de peso, vontade de urinar com frequência, fadiga, má cicatrização, manchas escuras na pele e visão embaçada.

- Mais comum em pessoas com histórico familiar, idade igual ou superior a 45 anos, obesidade (principalmente a abdominal) e sedentarismo

- Caso não ocorra o controle glicêmico adequado, o diabetes pode não só comprometer o coração e os rins como pode levar à cegueira e à amputação de membros inferiores.

- O Brasil é o quarto país do mundo com maior número de diabéticos, perde para China, Índia e Estados Unidos.

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