Famílias endividadas

Percentual de famílias endividadas tem quinta alta

Indicador divulgado pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) tem aumento de 62,2%

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h34

Rio de Janeiro

O percentual de famílias endividadas alcançou 62,2% em novembro de 2017, com aumento de 0,4 ponto percentual na comparação com outubro. Este foi o quinto mês seguido de altas no indicador, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada ontem (4) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A Peic aponta ainda um recuo no percentual de famílias inadimplentes.
Além de ser a quinta alta consecutiva no indicador, também houve incremento de 0,6 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano passado, quando o indicador alcançava 59,6% do total de famílias.
Para a economista da CNC, Marianne Hanson, “a taxa de desemprego ainda bastante alta ajuda a explicar a dificuldade das famílias em pagar suas contas em dia e o pessimismo elevado em relação à capacidade de pagamento”.

Inadimplência
Apesar da alta do percentual de famílias endividadas, a proporção daquelas com dívidas ou contas em atraso diminuiu em novembro, atingindo 25,8% das famílias, ante 26% em outubro. A segunda queda mensal consecutiva do indicador acontece após ele ter alcançado o maior patamar do ano em setembro (26,5%). Na comparação com novembro de 2016, entretanto, houve alta de 1,4 ponto percentual.
A proporção de famílias que declararam não ter condições de pagar as suas contas ou dívidas em atraso e que, portanto, permaneceriam inadimplentes ficou estável em 10,1% entre outubro e novembro, embora tenha apresentado alta em relação aos 9,5% de novembro do ano passado.
A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor aponta estabilidade no percentual de famílias que se declararam muito endividadas, que permaneceu em 14,6% do total. Na comparação anual, a variação foi de apenas 0,1 ponto percentual.
Já o percentual de famílias pouco endividadas teve leve alta de 0,9 ponto percentual na comparação mensal: passou de 24,5% para 24,6% do total de entrevistados – o que também indica estabilidade. Em relação ao mesmo período do ano passado este aumento foi de 0,6 ponto percentual.
O tempo médio de atraso para o pagamento de dívidas foi de 64,2 dias em novembro deste ano, superior aos 63,3 dias de novembro de 2016.

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