Fraude comunista

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h35

Não é mais novidade para nenhum maranhense que o governador Flávio Dino (PCdoB) se apropria das obras do governo Roseana Sarney (PMDB) para ter o que mostrar ao eleitor. Sem projeto, ações e obras autorais para mostrar, o comunista vende como suas tudo o que Roseana deixou praticamente pronto ao fim do seu governo.
Na semana passada, porém, Dino foi além da apropriação indébita. Ele divulgou uma obra que ele mesmo condenava em época de campanha eleitoral, em 2014. Afirmou categoricamente que o governo comunista “criou, em apenas três anos, uma rede de hospitais no Maranhão”.
A obra não é dele. Ainda por cima, tenta diminuí-la a todo momento.
A tal rede de hospitais que Flávio Dino toma como sua foi toda concebida e construída pelo então secretário de Saúde, Ricardo Murad - também no governo Roseana Sarney - e deixada em pleno funcionamento, pelo programa “Saúde É Vida”, o maior do gênero já lançado no país.
O que Dino fez pela saúde do Maranhão foi o sucateamento das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e a implantação de um sistema de favorecimento nunca visto no estado, com pagamentos a apaniguados e alugueis camaradas indicados a dedo em São Luís e no interior.
A usurpação de obras adotada por Dino já está sendo analisada sob os aspectos legais e políticos. E será uma das principais peças da oposição para desmascarar o comunista na campanha de 2018.

Fracasso
Um dos maiores fracassos da gestão comunista no setor de Saúde é representado pelas UPAs de São Luís.
Até dezembro de 2014, as UPAs eram tidas como referência no atendimento na capital maranhense, chegando a polarizar até com sistemas privados de hospitais.
Três anos depois, sob o controle de Flávio Dino e companhia, essas unidades estão longe de ser como eram.

Batendo de frente
O deputado federal Rubens Pereira Júnior (PCdoB) entrou mesmo em rota de colisão com os chefões comunistas no Maranhão.
Em menos de dois dias, Pereira Júnior cobrou o apoio do PCdoB a José Reinaldo e disse que o afastamento de Roberto Rocha (PSB) era uma perda para o seu grupo político.
Aliados do parlamentar temem agora a tradicional represália do Palácio dos Leões aos que ousam discordar do posicionamento dos seus chefões.

Porta afora
Enquanto o vice-governador Carlos Brandão age aliado aos comunistas para tentar constranger o PSDB, sua batata vai assando na cúpula nacional do partido.
É que os tucanos nacionais sequer cogitam a repetição da aliança com o governo maranhense e entendem que Brandão força a barra quando defende esta possibilidade.
O vice-governador pode acabar expulso, com base nos estatutos partidários.

Outro caminho
Hoje alinhados ao projeto do governador Flávio Dino, DEM, PTB e PSB podem acabar seguindo outros rumos políticos no Maranhão.
Os três partidos negociam abertamente a aliança com o PSDB para a disputa presidencial, que pode ser repetida em todo o país.
Neste caso, as três legendas tendem a reforçar o projeto de candidatura do senador Roberto Rocha (PSDB).

Em dupla
Queridinho do Palácio dos Leões no projeto de candidatura a senador, o deputado federal Weverton Rocha (PDT) se dá ao luxo de vetar nomes para a outra vaga.
Ele deixa claro aos aliados que não simpatiza com os colegas de Câmara Federal Waldir Maranhão (sem partido) e Eliziane Gama (PPS).
E pretende influenciar a escolha do governador Flávio Dino.

Bombardeio
O principal desafeto do ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB) no Palácio dos Leões é o secretário de Articulação Política, Márcio Jerry.
Presidente do PCdoB, Jerry fez questão de declarar, antecipadamente, apoio a outro nome ao Senado e influencia até o próprio Flávio Dino a silenciar em relação a Tavares.
Não se sabe por qual motivo o secretário não simpatiza com o projeto reinaldista e não vê nenhuma necessidade de gratidão ao ex-governador.

DE OLHO

R$ 3 bilhões é quanto Flávio Dino teve à sua disposição em seus três anos de governo, juntando os R$ 2 bilhões deixados por Roseana aos R$ 1 bilhão que ele pediu emprestado.

E MAIS

• O secretário de Segurança Jefferson Portela tem perseguido delegados até por uma simples reclamação de falta de estrutura nas delegacias do interior.

• Adeptos da candidatura de Jair Bolsonaro no Maranhão resolveram silenciar depois que foram enquadrados pela cúpula do PEN no estado.

• Responsável pelo que deveria ser a transparência do governo Flávio Dino, o secretário Rodrigo Lago começa a entrar na mira do Ministério Público e do TCE.

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