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ONU avalia retirar pessoal militar do Haiti, diz autoridade

Missão é comandada pelo Brasil e está no país desde 2004, quando rebelião levou à expulsão e ao exílio do então presidente Jean-Bertrand Aristide
12/02/2017 às 07h00

Haiti - A Organização das Nações Unidas está avaliando retirar pessoal militar da sua missão de paz no Haiti, disse uma autoridade da organização, indicando uma possível redução em uma das missões mais longas e criticadas da entidade.

A missão das Nações Unidas no Haiti, que costuma ser chamada pela sigla MINUSTAH e é comandada pelo Brasil, está no país desde 2004, quando uma rebelião levou à expulsão e ao exílio do então presidente Jean-Bertrand Aristide.

Ela é a única missão de paz da organização nas Américas.

O Haiti passou por uma crise política de dois anos até a recente eleição e posse do presidente Jovenel Moise. O país viveu grandes tragédias naturais, incluindo um terremoto em 2010 e o furacão Matthew no ano passado. Contudo, o país empobrecido não tem um conflito armado há anos.

Herve Ladsous, um dirigente das Nações Unidas, afirmou que a instituição está animada com a finalização recente e exitosa do processo eleitoral, a posse do presidente e o desenvolvimento da força policial.

"A situação da segurança no país não pode ser comparada com a de dez anos atrás”, declarou ele.

"No entanto eu digo a todos que possam se sentir tentados a se aproveitar desse período para voltar à ilegalidade, cometer crimes e violações aos direitos humanos, eu digo não, não vamos aceitar isso.”

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