Lei Seca

Compartilhar localização de blitz em aplicativos atrapalha polícia

Prática é adotada por muitas pessoas, principalmente no período pré-carnavalesco, para fugir das blitze de Lei Seca; PM tem reforçado a atuação para impedir que motoristas conduzam sob o efeito de álcool

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h41
Operações com uso de bafômetro têm sido feitas em vários pontos
Operações com uso de bafômetro têm sido feitas em vários pontos (Blitz)

SÃO LUÍS - Aplicativos para smartphones que compartilham localização de blitz de trânsito em São Luís têm sido cada vez mais utilizados pe­los usuários para disseminar informações sobre onde a Polícia Militar (PM) está atuando, com realização de barreiras. Apesar dessa situação de certa forma atrapalhar as atividades da corporação, a PM tem encontrado maneiras de superar o obstáculo para reforçar o patrulhamento, principalmente no pré-Carnaval.

De acordo com o major Wallace Amorim, comandante da Companhia de Policia Militar Rodoviária Independente (CPRV Ind), o compartilhamento de informações pelos usuários sobre a localização das blitze de trânsito atrapalham a atuação da PM, não apenas na capital maranhen­se, mas no interior do estado. Uma pessoa que está dirigindo um veículo sob o efeito de álcool, ao receber a informação, vai evitar passar pela barreira e poderá ocasionar um acidente mais a diante.

“As pessoas tem de ter muito cuidado ao compartilhar essas informações. Ela pensa que está ajudando, mas está atrapalhan­do”, disse o comandante da CPRV Ind. Para transpor essa situação, major Wallace disse que a companhia não tem um local e horário exato para a realização das barreiras policiais onde são feitos os testes com o etilômetro (bafômetro).

“Nós fazemos um planejamen­to e atuamos no perímetro de onde está sendo realizado o evento”, destacou o major Wallace, que informou ainda que todos os dias são realizadas blitze com abordagens a ônibus e veículos em diferentes pontos da Região Metropolitana de São Luís

Balanço
Apesar desse compartilhamento de informações, o comandante da CPRV Ind informou que os condutores estão mais conscientes e evitando conduzir veículos sob o efeito de bebidas alcoólicas.

Essa situação pode ser observada na quantidade de autuações referentes à Lei Seca: em janeiro de 2016 foram registradas em todo o estado 413 casos de direção sob o efeito de álcool, o que inclui os crimes e infrações de trânsito, enquanto que em janeiro deste ano foram registrada 368 autuações. “Temos insistindo muito nas fiscalizações e educação para o trânsito junto com o Detran. O nosso foco principal é salvar vidas para que nenhuma seja ceifada”, frisou.

Os números da CPRV Ind mostram ainda que no mês de janeiro, em todo o Maranhão, 548 veículos foram removidos por apresentar algum tipo de irregularidade durante as abordagens e 11 veículos roubados foram recuperados pela companhia.

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