Polícia | Caso Mariana Costa

Delegado diz que provas apontam cunhado como principal suspeito de assassinato

Lawrence Melo afirma que Lucas Porto esteve no local do crime na hora do assassinato e tem marcas de luta corporal
OESTADOMA.COM14/11/2016 às 15h05
Lucas Leite Ribeiro Porto já está no Centro de Triagem de Pedrinhas

SÃO LUÍS – Em entrevista a uma rádio da capital, o delegado-geral da Polícia Civil do Maranhão, Lawrence Melo, deu detalhes sobre a investigação do assassinato da jovem Mariana Menezes de Araújo Costa Pinto, de 33 anos, e afirmou que trata-se de um homicídio por sufocamento, feito com um travesseiro sobre o rosto. O crime aconteceu na tarde deste domingo (13), em um condomínio de apartamentos no Turu e tem como principal suspeito o cunhado da vítima, Lucas Leite Ribeiro Porto, que já está no Centro de Triagem do Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

O delegado-geral afirma que, segundo a necrópsia, o crime teria acontecido justamente no momento em que Lucas esteve na residência da vítima. Ainda segundo Lawrence, o acusado tem marcas de arranhões nos braços, tórax e pescoço.

“Lucas Porto é a única pessoa, o único adulto, que está presente no apartamento da vítima entre as 15h e as 16h. Esse horário foi apontado na necropsia como sendo o horário em que a vítima foi assassinada”, explicou o delegado.

Mariana Costa foi encontrada morta em sua cama na tarde deste domingo (13)

O circuito de TV do condomínio mostra Lucas Leite Ribeiro Porto, que é casado com a irmã da vítima, correndo nas escadas do edifício e Lawrence Melo explica com detalhes o que foi observado nas imagens.

“Aparece o senhor Lucas chegando ao local, apertando o 9º andar no elevador, se dirigindo para o apartamento da vítima e meia hora, 40 minutos, depois ele sai desse apartamento correndo, bastante nervoso, suado, com o rosto mesmo transtornado, a roupa bagunçada e, ao invés de usar o elevador, desce correndo pelas escadas”, completou.

Por fim, o delegado lembrou das atitudes suspeitas do cunhado de Mariana após descer do prédio. “Num segundo momento, para, lá no térreo, e passa a mão no rosto, passa a mão na cabeça, balança a cabeça de forma negativa, como demonstrando aí que havia participado de algum evento que teria mexido muito emocionalmente com o suspeito”, detalhou.

O caso está sendo investigado pela Superintendência Estadual de Investigações de Homicídios e Proteção a Pessoas (SHPP).

VEJA ABAIXO O ÁUDIO COM A ENTREVISTA

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