Opinião | artigo

Precisamos de uma boa convivência

José Carlos Sousa Silva
07/05/2016

O tempo tem a sua própria didática e por isso ensina muito a cada momento. Não adota preconceito nenhum. É justo. É muito liberal com os seus alunos. Só aprende quem quer.
Assim, estamos todos nós no meio da multidão em posição de igualdade. Não há discriminação nenhuma. O tempo é perfeito. Segue o seu próprio caminho e indica o melhor caminho para cada um de nós. Porém, nem todos querem ser seus alunos. Alguns não atentam para as suas lições. Preferem o rito próprio. Partem do nada sem objetivo algum. Não têm paciência nem humildade.
Muitas pessoas saem por aí dizendo que o mundo está mudado e
que a natureza está rebelde, modificando
a terra e o clima.
Na realidade, a natureza está inteira. É obra de Deus. O homem não conseguirá muda-la. Ela se renova com a ajuda do tempo, que é o titular de muitas lições e diante das quais poucas pessoas querem percebê-las e abriga-las em suas memórias e em seus corações. Milhares de pessoas preferem, no entanto, a prática da violência contra tudo e contra todos e ao final vão parar na cadeia ou num cemitério qualquer.
Aí está o quadro final e onde estão postos os que não querem mesmo o melhor caminho que o tempo indica a todos nós, sem tratamento discriminatório, e em respeito à igualdade real, material, substancial e até formal.
Há por aí pais matando filhos e filhos matando pais. Há realidade social pior do que está? É claro que não. O que, enfim, está faltando? A inteligência educada para o bem.
O que fazer, agora, diante dessa dramática realidade? É bom que cada um de nós, no meio da multidão sem freio, reflita e busque o melhor caminho, e assim descobrir o que de melhor poderá fazer de bem.
O egoísmo invadiu a consciência de milhões de pessoas no mundo. Aí começa a partida para a prática do mal. Essas pessoas não emitem nenhum juízo de valor sobre si mesma nem sobre os seus semelhantes e muito menos sobre ações ou omissões de quem quer que seja. Nas suas próprias consciências está tudo o que querem e não querem saber o que poderá estar nas consciências dos seus mais próximos.
Vem por aí um tipo de tempestade, causada pelas ações e omissões dos que não querem o bem para ninguém. São apenas egoístas. Estes são ágeis em benefício próprio. São os construtores do mal. São os destruidores da felicidade alheia.
O emprego da violência está sendo constante nos atos e nos fatos, inclusive na linguagem, destruindo valores, bens juridicamente tutelados. Para esses egoístas a vida dos outros não tem nenhum valor e assim somente a deles deve ser intocável.
Diante de tudo isso, há ainda pessoas de bom caráter, de boa índole, que vieram ao mundo só para praticar o bem. Estas apesar do medo diante dessa realidade, lamentável, poderão unir-se no sentido de evitar que os bandidos se multipliquem por aí e passem a comandar todos nós.
É importante que cada uma das pessoas, que realmente querem e podem dar uma contribuição para pôr ordem nessa caminhada confusa dos baderneiros em geral, reflita profundamente e descubra a sua força interior e faça com que esta sempre prevaleça no sentido do bem.
Essa força é muito importante e muito forte. É como dizia o poeta português Fernando Pessoa: “Não sou da altura que me veem, mas sim da altura que meus olhos podem ver”.
Aí está uma lição através da qual poderão estar unidas pessoas que querem uma sociedade em que a convivência seja efetivamente agradável para todos.

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