Polêmica

Polícia é alvo de críticas após usar spray de pimenta e prender manifestantes, em São Luís

Estudantes protestavam contra o reajuste das tarifas de ônibus de São Luís; deputado criticou ação e exigiu explicações da Secretaria de Segurança

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h49

SÃO LUÍS - O deputado estadual Adriano Sarney (PV) protestou nesta quinta-feira (31), na tribuna da Assembleia Legislativa do Maranhão, contra a prisão de estudantes secundaristas e universitários, ocorrida ontem, que contestavam o aumento de passagem em São Luís. “Para o governo Flávio Dino (PCdoB), a leitura da Constituição tem dois pesos e duas medidas”, ressaltou o parlamentar, referindo-se à atitude da Polícia Militar e questionando a necessidade de uso da força no episódio.

“Nós estamos vivendo momentos difíceis no Maranhão. Hoje, um colega parlamentar subiu à tribuna para lembrar o golpe militar de 1964. E ontem (quarta-feira, 30), quando os estudantes foram presos, foi celebrado o Dia Mundial da Juventude. Quanto simbolismo! E hoje constatamos o governador do Maranhão, Flávio Dino, ex-juiz federal, desrespeitando o princípio da livre manifestação, da liberdade, mandando prender estudantes, alguns deles defensores da sua corrente socialista e comunista”, ressaltou o deputado.

Violência

O deputado destacou ainda a declaração que um dos adolescentes secundaristas. “Eles (os policiais) algemaram o meu colega, tiraram a camisa dele e jogaram spray de pimenta no corpo dele. Depois me pegaram, jogaram no carro da polícia e lá dentro jogaram mais spray de pimenta”, relatou.

“Os estudantes foram tratados como bandidos”, ressaltou Adriano, que completou: “Por isso eu levanto coro para dizer: Não à ditadura comunista! Não à ditadura comunista! O Maranhão não pode regredir na história. Não voltaremos aos tempos da ditadura militar”.

O parlamentar encaminhou ofício à Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP) cobrando explicações sobre a prisão dos estudantes, ocorrida Terminal de Integração da Praia Grande. No documento, Adriano requer esclarecimentos dos atos da polícia militar, a comprovação do suposto dano ao patrimônio público (alegado pela polícia para efetuar a prisão). “Precisamos saber se essa prisão foi arbitrária. Ao meu ver foi, mas precisamos de comprovação”, destacou Adriano.

Por meio de nota, a SSP afirmou que não houve prisão de estudantes por protestarem contra aumento no preço das passagens de ônibus em São Luis. "Houve, sim, condução de cinco pessoas após invasão e depredação do Terminal de Integração da Praia Grande. Polícia Militar teria agido para impedir a depredação e assegurar a segurança das pessoas que estavam no Terminal.

A secretaria informou, ainda, que a condução se deu também por desacato à autoridade policial que cumpria seu dever de assegurar a segurança de todos e evitar mais depredação. "A atitude da Polícia Militar do Maranhão é a de sempre respeitar as legítimas manifestações da sociedade, o que novamente fez ontem; bem como assegurar a segurança de todos os cidadãos e evitar depredação do patrimônio público", publicou.

Assista ao vídeo que mostra a ação da PM dentro do Terminal de Integração da Praia Grande, em São Luís

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