Conjuntura econômica

Confiança do empresário do comércio completa quase um ano em queda

08/10/2015 às 10h11

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), chegou a 81,5 pontos em setembro, numa escala de 0 a 200. O resultado, livre de fatores sazonais, levou o Icec a registrar a 11ª queda mensal em um ano. O recuo foi de 4,1% em relação ao mês de agosto e de 26,6% ante o mesmo período de 2014.

Oito dos nove componentes da pesquisa atingiram o menor patamar da série histórica, iniciada em março de 2011. Na avaliação da CNC, o resultado de setembro confirma 2015 como o pior ano do varejo desde 2003.

O recuo foi puxado principalmente pelas quedas de 8,3% na comparação mensal e 46,5% na anual do subíndice que mede a percepção dos empresários sobre as condições atuais. O componente com o maior grau de insatisfação entre os empresários é a avaliação do estado corrente da economia brasileira, que está em 21,5 pontos. A variação anual desse quesito atingiu, em setembro, um recuo de 65,5%. Na opinião de 93,9% dos entrevistados a economia está pior que no mesmo período do ano passado – maior percentual de insatisfação já registrado em mais de 55 meses de pesquisa.

Apesar da queda de 2,4% em comparação com o mês de agosto, o subíndice que mede as expectativas dos empresários do comércio registrou 121,7 pontos e é o único que se mantém acima da zona negativa (menos de 100 pontos). Ainda assim, para 46,9% dos entrevistados a economia vai piorar nos próximos meses.

O mês de setembro, que abre normalmente a temporada de ofertas de vagas para trabalhadores temporários no final de ano, mostrou-se pouco favorável para contratações. As perspectivas continuarão baixas nessa área. A maioria dos entrevistados (61,1%) pretende reduzir a contração de funcionários nos próximos meses. A intenção dos empresários de investir em estoques também está em queda, registrando recuos de 0,2% na comparação mensal e 6,8% ante o mesmo período do ano passado.

A CNC revisou a queda no volume de vendas de 2015 de 2,4% para 2,9% no conceito restrito. Incluídos os dados do comércio automotivo e de materiais de construção, o recuo é ainda maior: 6,7% até o final do ano.

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