Estado Maior

Eleição da mesa diretora da Câmara acontecerá essa semana, decide desembargador

Com a judicialização do pleito interno, vereadores ficam aguardando para saber se haverá mais uma reviravolta para a escolha de membros da mesa diretora da Casa.

Ipolítica

- Atualizada em 28/09/2026 às 11h31
Sem diálogo, vereadores judicializaram eleição para os cargos da mesa diretora da Câmara Municipal de SL
Sem diálogo, vereadores judicializaram eleição para os cargos da mesa diretora da Câmara Municipal de SL (Reprodução)

SÃO LUÍS - Há alguns meses, uma fonte da coluna, que vive na política há décadas, disse que a democracia no Brasil vem enfraquecendo a cada vez que o judiciário de politiza e que a política judicializa suas questões. E isso vem ocorrendo com freuquência no Brasil. 

O caso mais recente acontece no Maranhão. Membros da Câmara Municipal, ou seja, os políticos, judicializaram questões internas da Casa para evitar a eleição da mesa diretora. Outros vereadores judicializaram também e reverteram a primeira decisão de suspender o pleito interno.

Cinco vereadores de São Luís buscaram na Justiça uma decisão para suspender a eleição da mesa diretora da Câmara marcada para a próxima quinta-feira, 1º. Argumentos que vão desde as mudanças na Lei Orgânica da cidade até o fato de existir 9 vereadores disputando as eleições para deputado foram consideradas por um juiz de base e assim suspendeu o pleito interno.

Como já esperado, a mesa diretora recorreu e nesta segunda-feira, 28, o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Duailibe, suspendeu os efeitos da liminar do juiz de base e manteve para dia 1º a eleição da mesa diretora da Câmara Municipal de São Luís.

Os argumentos considerados pela mesa foi de que houve interferência de outro poder em assuntos internos do Poder Legislativo. Duailibe considerou os que pontuou a direção da Casa.

Mas nesse vai e vem de decisões judiciais deixa dúvidas: os vereadores não conseguiriam resolver o impasse sobre a data da eleição da mesa diretora somente entre eles? Não é possível o diálogo? E se a maioria concorda com o dia estabelecido, buscar uma interferência judicial não é uma forma de conturbar o processo?

A resposta pode ser resumida da seguinte forma: o diálogo parace não ser o fator principal da política no Maranhão com uma justiça muito dentro da política.

Talvez, essa atuação da Justiça na Política no Maranhão possa ser o reflexo do que se percebe com muita clareza no Supremo Tribunal Federal (STF) neste momento de disputa eleitoral.

É de lamentar e também se preocupar com toda essa situação porque como disse a fonte da coluna, a democracia vai só se enfraquecendo no Brasil.

 

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