União civil

Casamento comunitário oficializa união de 15 casais LGBTQIAPN+ no Maranhão

Com casais de São Luís, Imperatriz e outras cidades, casamento comunitário no Maranhão garante direitos e celebra a união de 15 duplas LGBTQIAPN+.

Imirante, com informações TJ-MA

- Atualizada em 05/09/2026 às 19h59
Alice e Paulo juntamente com o Juiz Douglas Martins no momento do matrimônio (Foto: Luis Marcelo).
Alice e Paulo juntamente com o Juiz Douglas Martins no momento do matrimônio (Foto: Luis Marcelo).

SÃO LUÍS - Em uma cerimônia emocionante, 15 casais LGBTQIAPN+ de São Luís, Imperatriz, Santa Inês e Santa Luzia oficializaram suas uniões durante o casamento comunitário realizado no Maranhão. A cerimônia ocorreu na sede da Associação dos Magistrados do Maranhão (AMMA) e reuniu participantes de diferentes municípios do estado.

A Corregedoria Geral do Foro Extrajudicial do Maranhão (COGEX) e o Comitê de Diversidade do TJMA promoveram a união de 15 casais através deste casamento comunitário, que conectou São Luís, Imperatriz, Santa Inês e Santa Luzia via videoconferência.

Casamento comunitário reúne histórias de amor e celebra diversidade no Maranhão

Entrada das noivas Layce Fernanda e Graciely Santos durante a cerimônia Casamento Comunitário LGBTQIAPN+ no Maranhão (Foto: Luis Marcelo).
Entrada das noivas Layce Fernanda e Graciely Santos durante a cerimônia Casamento Comunitário LGBTQIAPN+ no Maranhão (Foto: Luis Marcelo).

Durante a abertura da cerimônia, a juíza Lorena Brandão, que representou a corregedora-geral do Foro Extrajudicial, desembargadora Angela Salazar, destacou o significado da celebração como forma de reconhecimento do amor, do compromisso e do direito de cada pessoa constituir sua própria família.

"Diante de nós, temos diferentes trajetórias, mas todos compartilham algo essencial: a escolha de caminhar juntos e assumir, perante a sociedade, aqueles que amam e o compromisso de construir uma vida em comum", pontuou a magistrada.

A coordenadora do Comitê de Diversidade do TJMA, juíza Elaile Carvalho, afirmou que a realização de uma edição específica para a população LGBTQIAPN+ contribui para ampliar a visibilidade das demandas desse grupo.

"Embora o projeto Casamento Comunitário seja realizado de forma ampla, a participação de casais LGBTQIAPN+ nem sempre é tão evidente. Nesse sentido, a realização de uma edição específica para essa população contribui para dar maior visibilidade às suas demandas e aproximar o Poder Judiciário de grupos que historicamente enfrentam situações de vulnerabilidade", destacou.

Casamento comunitário garante oficialização de uniões e reforça direito à cidadania

André Oliveira e Raphael Ferreira com a juíza Maria França Ribeiro no Casamento Comunitário LGBTQIAPN+ no Maranhão (Foto: Luis Marcelo).
André Oliveira e Raphael Ferreira com a juíza Maria França Ribeiro no Casamento Comunitário LGBTQIAPN+ no Maranhão (Foto: Luis Marcelo).

André Oliveira, 44, e Raphael Ferreira, 42, juntos há uma década, foram os primeiros a oficializar o compromisso presencialmente neste casamento comunitário.

Após a cerimônia, André destacou a importância da formalização da união e do reconhecimento social da relação.

"Além de formalizar uma união de tantos anos, é importante mostrar para a sociedade que nós não podemos ser desmerecidos e que nossa relação é válida. Agradeço muito à COGEX e ao TJ por proporcionarem esse dia lindo para a gente", pontuou André.

Alice Lira, de 22 anos, e Paulo Roberto, de 23, celebraram no casamento comunitário um compromisso de três anos, sendo dois deles morando juntos. Alice afirmou que a oportunidade de oficializar a união tinha um significado especial para os dois.

"O desejo do casamento era de ambos, para nós, é muito importante vivenciar esse momento. Infelizmente, no ano passado perdemos o prazo de inscrição do evento, mas desta vez conseguimos", afirmou.

Jodilene Costa, de 35 anos, e Janiele Rabelo, de 23, casadas há quatro anos, destacaram no casamento comunitário que o registro civil protege a família que construíram.

"O primeiro passo foi meu, e ela concordou logo de início. É muito importante para nós", contou Janiele.

"Temos uma filha de 9 meses, então este registro é um passo fundamental para incluirmos o nome de ambas na certidão dela", completou.

A cerimônia contou ainda com a participação de representantes do Judiciário, da Defensoria Pública do Maranhão, da Associação dos Magistrados do Maranhão e de entidades ligadas aos registros civis.

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