SÃO LUÍS - O candidato ao Governo do Maranhão André Luís apresentou o Plano de Governo “Moralizar e industrializar o Maranhão”, documento que reúne diagnósticos, metas e propostas para a administração estadual a partir de 2026. O plano, elaborado em conjunto com o candidato a vice-governador Prof. Cadu Aguiar, está dividido em 11 capítulos e inclui uma agenda para os primeiros 100 dias de gestão, além de um sistema de acompanhamento de indicadores.
A proposta tem como eixo central a ideia de transformar a estrutura econômica do Estado, com foco na industrialização, geração de empregos e maior retenção da riqueza produzida no Maranhão. Na apresentação do documento, André Luís afirma que pretende fortalecer a integridade da gestão pública, ampliar oportunidades e enfrentar problemas que, segundo ele, limitam o desenvolvimento estadual.
Diagnóstico aponta desafios estruturais
O plano apresenta um diagnóstico do Maranhão baseado em indicadores econômicos e sociais. Entre os dados destacados estão a população estimada de 7 milhões de habitantes, distribuída em 217 municípios, e um orçamento estadual previsto de R$ 38 bilhões para 2026. O documento também aponta que, apesar da redução da extrema pobreza entre 2022 e 2023, o Estado ainda mantém índices entre os piores do país.
Na economia, o plano destaca a contradição entre grandes estruturas produtivas e dificuldades sociais. O documento cita o desempenho do Porto do Itaqui, com recorde de movimentação de 36,8 milhões de toneladas em 2025, mas aponta gargalos na infraestrutura de transporte e na industrialização local.
Infraestrutura e logística são prioridades
Um dos principais capítulos do plano trata da infraestrutura. O documento aponta que o Maranhão possui vantagens logísticas, como portos e ferrovias, mas enfrenta problemas na malha rodoviária. Entre os dados apresentados estão a estimativa de R$ 5,32 bilhões para recuperação da malha estadual avaliada e 489 pontos críticos identificados nas estradas.
Entre as propostas estão a criação de um painel público de obras, inventário das rodovias e pontes estaduais, contratos de manutenção por desempenho e integração tarifária do transporte coletivo na Grande Ilha.
Saneamento, meio ambiente e recursos naturais
Na área de saneamento, o plano propõe o programa “Maranhão Saneado”, com prioridade para municípios com menores indicadores de abastecimento de água e esgotamento sanitário. O documento aponta que 3,8% dos domicílios maranhenses não possuíam banheiro ou sanitário, segundo dados do Censo 2022.
O eixo ambiental prevê ações como o programa “Lixo Zero Maranhão”, iniciativas de recuperação florestal e uma rede regional de saúde animal. O documento cita que a cobertura de coleta de lixo no Estado é de 69,8% e que houve registro de 218.298 hectares desmatados em 2024.
Energia, agricultura e industrialização
O plano defende que o Maranhão deixe de apenas produzir matéria-prima e passe a agregar valor aos seus recursos naturais. Um dos exemplos apresentados é a cadeia do babaçu, responsável por cerca de 93% da extração nacional de amêndoa, segundo o documento. A proposta é estimular uma indústria de biomassa vinculada a pequenos produtores, agricultores familiares e quebradeiras de coco.
A estratégia também inclui expansão de energia solar, aproveitamento de resíduos e atração de investimentos em energia limpa. O documento afirma que a meta é transformar o Estado em referência nacional na geração de energia por biomassa em um horizonte de 10 anos.
Saúde, segurança e educação
Na área social, o plano apresenta propostas para ampliar a regionalização da saúde pública, fortalecer ações de segurança e melhorar indicadores educacionais. O diagnóstico aponta que o Maranhão possui 19 regiões de saúde organizando o SUS estadual e registrou 2.129 mortes violentas intencionais em 2024.
Na educação, o documento destaca avanços recentes na alfabetização na idade certa, mas aponta desafios no ensino médio e na alfabetização de adultos. Segundo o plano, o índice de alfabetização na idade certa passou de 56% para 69% entre 2023 e 2025.
Transparência e acompanhamento
O Plano de Governo afirma que as propostas devem ser acompanhadas pela população por meio de metas, indicadores e publicação de resultados. O documento estabelece como princípio que ações públicas devem ter diagnóstico, viabilidade fiscal, execução definida e transparência.
Segundo o texto, a intenção é que o desempenho de uma eventual gestão seja avaliado não apenas pelo volume de recursos aplicados ou pelo número de obras iniciadas, mas pelo funcionamento efetivo das políticas públicas.
Receba também as principais notícias do Maranhão, do Brasil e do mundo diretamente no seu e-mail. Cadastre-se gratuitamente no Imirante.com e ative a opção "Receber conteúdos por e-mail" para acompanhar a Newsletter do Imirante.
Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.