Ronaldo Rocha
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Ronaldo Rocha
Ronaldo Rocha é jornalista de política do Grupo Mirante. Atua no Imirante e na Mirante News FM.
Transporte Público

Defensoria pressiona Prefeitura por retorno de linha de ônibus na Zona Rural de São Luís

Defensoria apontou crise na mobilidade enfrentada por moradores da Zona Rural de São Luís, com a retirada da linha que atendia diversas comunidades.

Ipolítica

Atualizada em 23/07/2026 às 16h21
Terminal da Praia Grande era um dos destinos da linha nº 343
Terminal da Praia Grande era um dos destinos da linha nº 343 (Foto: Adriano Soares / Imirante.com)

SÃO LUÍS - A Defensoria Pública do Estado do Maranhão (DPE/MA) acionou a Procuradoria-Geral do Município de São Luís para exigir o retorno imediato da Linha de ônibus nº 343 (Terminal Distrito/Vila Collier/Terminal Praia Grande). A interrupção do serviço, ocorrida em março deste ano, logo após uma paralisação de rodoviários, deixou diversas comunidades da zona rural desassistidas, prejudicando o acesso de centenas de famílias a direitos básicos como trabalho, saúde e educação

Impacto na comunidade

Mesmo depois do fim da paralisação dos rodoviários, os ônibus da linha Nº 343 não retornaram às ruas. Sem comunicação prévia, a suspensão afetou diretamente o cotidiano de moradores da Vila Collier, Vila Maranhão, São Benedito, Camboa dos Frades, Taim e Rio dos Cachorros.

Segundo a Defensoria, a ausência da linha gera graves dificuldades de acesso a direitos fundamentais, como trabalho, saúde e educação, além de isolar os moradores dos terminais de integração. Em resposta ao descaso, a União de Moradores do Bairro Collier e representantes da Vila Maranhão reuniram aproximadamente 1.420 assinaturas em um abaixo-assinado exigindo o retorno do transporte.

‘Judicialização’

Embora o Ofício nº 2.453/2026 busque, inicialmente, uma solução extrajudicial por meio de reuniões interinstitucionais e a celebração de termos de compromisso, o documento deixa claro que a judicialização é um caminho a seguir caso a situação não seja resolvida.

O defensor público Dario André Cutrim Castro destacou a necessidade de avaliar as "medidas administrativas e jurídicas cabíveis" diante da interrupção. Para fundamentar uma eventual ação judicial, a Defensoria solicitou à Prefeitura informações cruciais para a "instrução da demanda", incluindo: cópia integral de processos administrativos e pareceres sobre a suspensão da linha; identificação de sanções contratuais aplicáveis ao Consórcio Central e à empresa Ratrans por interrupção não autorizada;  esclarecimentos sobre a viabilidade jurídica de designar outra empresa para operar a linha em caráter emergencial; e investigação sobre o possível deslocamento irregular da frota para outros lotes, prejudicando o atendimento na zona rural.

A Prefeitura de São Luís tem um prazo de 10 dias para responder aos questionamentos e fornecer a documentação solicitada. Caso os esclarecimentos não sejam satisfatórios ou o serviço permaneça interrompido, a Defensoria poderá protocolar medidas judiciais para garantir o direito constitucional ao transporte coletivo das comunidades afetadas.

Outro lado

A Coluna entrou em contato com a Prefeitura de São Luís para obter um posicionamento a respeito do tema, e aguarda retorno.


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