Após denúncias, Semus troca gestão de contrato da UTI do Hospital da Criança
Portaria publicada no Diário Oficial, e assinado pela secretária Ana Carolina Marques Mitri, define nova equipe de fiscalização de contrato da UTI do Hospital da Criança
SÃO LUÍS - A secretária municipal de Saúde de São Luís, Ana Carolina Marques Mitri da Costa, baixou a Portaria 1.413/2026, que define nova gestão e fiscalização do contrato de serviços médicos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Dr. Odorico Amaral de Mattos, conhecido como Hospital da Criança.
A mudança na gestão do contrato nº 339/2025 ocorre depois de uma série de denúncias sobre irregularidades e aumento de mortes de crianças naquela unidade.
Leia também:
MP-MA investiga alta de 159% nas mortes em UTIs do Hospital da Criança, em São Luís
Contrato é celebrado junto a instituto
O contrato de gestão da UTI foi celebrado junto ao Instituto Brasileiro de Serviços Médicos e trata da cobertura de serviços médicos 24 horas por dia no hospital. A medida visa assegurar que o atendimento de alta complexidade para o público infantil mantenha seu padrão de funcionamento ininterrupto.
Fiscalização
Através da Portaria nº 1.413/2026, a Secretária Municipal de Saúde, Ana Carolina Marques Mitri da Costa, designou uma nova equipe para gerir e fiscalizar a execução deste contrato:
- Gestora: Larissa Pereira Santos Pinheiro (Coordenadora de Enfermagem - SARS).
- Fiscais Titulares: Keila Rodrigues Alves (Administradora)
- e Susane Costa (Direção Administrativa).
Com esta nova designação, ficam revogados os efeitos da portaria anterior (nº 1.259/2025), consolidando a nova equipe de controle sobre os recursos e a qualidade do serviço prestado pelo instituto contratado.
UTI passou por auditoria do DenaSUS
Na terça-feira (14) uma equipe do Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (DenaSUS), com sede em Brasília, realizou uma visita técnica de aproximadamente 3 horas na UTI do Hospital da Criança.
O diretor do DenaSUS, Rafael Bruxellas, afirmou que a auditoria não fazia parte de uma fiscalização de rotina. Segundo ele, a ação foi motivada por denúncias enviadas por familiares à Ouvidoria-Geral do Sistema Único de Saúde (SUS). Os relatos apontavam um possível risco à vida de crianças em situação de vulnerabilidade.
Os auditores vão analisar prontuários, contratos, escalas de trabalho, registros de internação, indicadores de mortalidade e notificações inseridas nos sistemas do SUS. Caso encontre problemas que exijam correção imediata, o DenaSUS poderá emitir alertas e recomendar que a Prefeitura de São Luís apresente um plano de emergência.
O relatório também poderá ser enviado às autoridades responsáveis pelas investigações criminais caso sejam encontrados indícios de que crianças morreram por falta de assistência ou atendimento inadequado.
Contrato já foi questionado pela Defensoria
Desde 2025 a Defensoria Pública acompanha o processo de contratação da empresa responsável pelas UTIs. Segundo o defensor público Davi Veras, a Secretaria Municipal de Saúde foi notificada em 4 de agosto do ano passado sobre possíveis falhas no edital de licitação. O instituto contratado começou a administrar as unidades em 13 de outubro de 2025.
Em entrevista à TV Mirante, o defensor reafirmou às suspeitas de irregularidades e falou sobre a necessidade de apuração por parte dos órgãos de controle.
Em tempo: O secretário municipal de Comunicação, Rafael Lima, informou à editoria de Política que a equipe de fiscalização do contrato de gestão da UTI daquele hospital permanece a mesma e foi tão somente reconduzida ao posto.
As opiniões, crenças e posicionamentos expostos em artigos e/ou textos de opinião não representam a posição do Imirante.com. A responsabilidade pelas publicações destes restringe-se aos respectivos autores.
Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.