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Carla Lima
Carla Lima é jornalista de política do Grupo Mirante. Atua no Imirante, Mirante FM e TV Mirante.
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Zé Dirceu diz que virá ao MA "ajudar no diálogo" da base lulista

Ex-ministro falou em conversa informal com petistas maranhenses que pretende vir "nos próximos dias" ao estado; o assunto deverá ser eleição estadual.

Carla Lima/Ipolítica

Petistas do Maranhão com o ex-ministro José Dirceu em Conferência da CNB em Brasília
Petistas do Maranhão com o ex-ministro José Dirceu em Conferência da CNB em Brasília (Divulgação)

SÃO LUÍS - Em uma conversa informal com petistas do Maranhão na Conferência  Nacional da tendência Construindo o Novo Brasil (CNB), o ex-ministro e membro da direção nacional do PT, José Dirceu, afirmou que nos “próximos dias” virá ao estado para “ajudar no diálogo” do grupo lulista que está rachado desde início de 2023, quando começou o segundo mandato de Carlos Brandão (sem partido). Sem data definida, a ideia é conversar com a base aliada no Maranhão e, claro, dialogar com o governador.

A informação de Zé Dirceu não foi algo dentro da pauta do encontro petista em Brasília. Na verdade, pelo que apurou a coluna, houve a conversa sobre a situação do Maranhão incluindo fatos iniciados em 2022 (como o acordo de saída de Brandão do governo para dar a cadeira para Felipe Camarão) até os mais recentes reclacionados a uma tentativa de emplacar uma alternativa que leve a união do grupo lulista novamente.

Dirceu deve procurar o governador e saber dos termos necessários para que ele seja candidato ao Senado conforme o próprio presidente Lula já falou em mais de uma ocasião tanto publicamente em eventos quanto em reuniões com Brandão.

E o ex-ministro vem com a fala de que o próprio Lula dará todas as garantias para a candidatura de Carlos Brandão para o Senado.

O problema é que o governador já disse para os membros da direção nacional do PT que a possibilidade de ele entregar o governo para Camarão é zero. A justificativa é a de que isso prejudicaria todo o grupo palaciano e, devido a isso, Brandão diz que “prefere o sacrifício” pelos seus aliados.

E José Dirceu vem sabendo já deste argumento e, por isso, não descarta a outra alternativa de um terceiro nome como vem sugerindo Edinho Silva, presidente nacional do PT, como o próprio presidente Lula também já fez.

A resposta de Brandão deve ser a mesma que vem dando: fica até o último dia no mandato e que não substituirá a candidatura de Orleans Brandão ao governo. 

Para petistas de fora do Palácio dos Leões, se assim ocorrer, deixará claro à direção nacional que o governador dispensa o apoio do presidente Lula no Maranhão.

E assim vai se aproximando o prazo para as definições com um tabuleiro político do grupo lulista no estado todo desorganizado.


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