desregularidade

Prédio de barracão da Mocidade da Ilha que desabou em São Luís estava interditado desde janeiro, apontam bombeiros

Prédio apresentava problemas estruturais e uso era irregular; cinco pessoas ficaram feridas durante produção de fantasias.

Imirante.com, com informações do g1 MA

Atualizada em 18/02/2026 às 14h18
Teto da Clubão da Cohab desabou na noite dessa terça-feira (17). (Reprodução/Redes Sociais)
Teto da Clubão da Cohab desabou na noite dessa terça-feira (17). (Reprodução/Redes Sociais)

SÃO LUÍS - O prédio utilizado como barracão da Mocidade da Ilha, em São Luís, em que parte do teto desabou na noite dessa terça-feira (17), já estava oficialmente interditado pela Prefeitura de São Luís desde o dia 14 de janeiro. A informação foi confirmada pelo Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão, em nova atualização sobre o caso.

A interdição ocorreu após vistoria técnica que identificou problemas estruturais visíveis no imóvel. Apesar disso, o espaço continuava sendo utilizado pela agremiação para a confecção de fantasias carnavalescas.

Segundo o tenente-coronel José Lisboa, a ocupação era irregular.

“Nós detectamos que a edificação já estava interditada e já havia uma formalização dessa interdição pela Prefeitura. Nós reforçamos essa interdição e identificamos que essa ocupação realmente estava irregular”, afirmou.

Uso do imóvel e relatos de risco

Moradores da região afirmam que o prédio, onde funcionava o antigo Clubão da Cohab, pertence à associação do bairro e teria sido cedido para uso da escola. O diretor operacional da Mocidade da Ilha, identificado como Oscar, disse que o grupo não imaginava que o teto pudesse desabar e negou invasão.

“Não pensava que ia cair. O prédio não tá bem, mas a gente ainda teve um cuidado em fazer um retelhamento. Foi cedido, ninguém entrou de espontânea vontade”, declarou.

A dona de casa Virgínia Lúcia Lopes relatou que as atividades começaram na semana passada e que algumas pessoas chegaram a dormir no local. Ela contou que havia goteiras e sinais de deterioração e escapou por pouco de ser atingida no momento do acidente.

“Eu só não peguei o baque porque corri logo pra rua. Tinha uma porção de gente lá, mas correram tudo”, disse.

O Corpo de Bombeiros informou que vai apurar a responsabilidade pela ocupação de uma área já interditada.

Entenda como aconteceu desabamento

Parte do teto cedeu enquanto integrantes da escola trabalhavam na produção das fantasias. Testemunhas afirmaram que chovia no momento do incidente. Três adultos e duas crianças ficaram feridos, além de prejuízos materiais com fantasias e equipamentos.

Procurado pelo g1, o Corpo de Bombeiros informou que realizou o resgate das vítimas com apoio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que fez o transporte para uma unidade hospitalar.

De acordo com a escola, os feridos estão em observação e não correm risco de vida. Em nota nas redes sociais, a Mocidade afirmou que todos os colaboradores “estão fora de situação grave”.

Preparação da Mocidade da Ilha para o Carnaval

Uma semana antes do acidente, a agremiação havia divulgado imagens do barracão em funcionamento, mostrando a produção das fantasias e anunciando o samba-enredo deste ano, “Beijo: uma expressão humana através do tempo”. A escola está prevista para abrir os desfiles na Passarela do Samba. Veja:

Solidariedade entre as escolas de Carnaval de São Luís

Após o ocorrido, outras agremiações da capital maranhense manifestaram apoio. A Favela do Samba publicou nota de solidariedade, defendendo que a união do samba supere a adversidade. Veja nota na íntegra: 

(Reprodução/Redes Sociais)
(Reprodução/Redes Sociais)

A Flor do Samba afirmou que as escolas são “mais que agremiações, são família”. 

(Reprodução/Redes Sociais)
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Já a Império Serrano desejou recuperação aos feridos. 

(Reprodução/Redes Sociais)
(Reprodução/Redes Sociais)

Enquanto a Turma do Quinto reforçou confiança na superação do episódio.

(Reprodução/Redes Sociais)
(Reprodução/Redes Sociais)

A Turma de Mangueira também se solidarizou. 

(Reprodução/Redes Sociais)
(Reprodução/Redes Sociais)

As autoridades devem investigar as circunstâncias da ocupação do prédio interditado e eventuais responsabilidades pelo risco imposto às pessoas que trabalhavam no local.

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