Paralisação

Greve dos rodoviários chega ao 4º dia, mesmo após ordem judicial para manter 80% da frota

Com o descumprimento da decisão judicial, o TRT fixou multa diária de R$ 70 mil ao Sindicato dos Rodoviários.

Imirante.com

Greve dos rodoviários chega ao 4º dia sem ônibus nas ruas da Grande São Luís. (Foto: Adriano Soares/ Grupo Mirante)
Greve dos rodoviários chega ao 4º dia sem ônibus nas ruas da Grande São Luís. (Foto: Adriano Soares/ Grupo Mirante)

SÃO LUÍS – A greve dos rodoviários de São Luís e da Região Metropolitana chegou ao quarto dia nesta segunda-feira (2) sem circulação de ônibus, apesar de uma liminar do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinar a operação de 80% da frota. A paralisação afeta cerca de 700 mil usuários do transporte público.

Clique aqui para seguir o canal do Imirante no WhatsApp

A categoria reivindica reajuste salarial de 12%, contraproposta apresentada na última rodada de negociação, tíquete-alimentação no valor de R$ 1.500 e a inclusão de mais um dependente no plano de saúde.

Multa e medidas judiciais

Com o descumprimento da decisão judicial, o TRT fixou multa diária de R$ 70 mil ao Sindicato dos Rodoviários. A liminar também prevê que, a cada 48 horas de descumprimento, haverá bloqueio de recursos da entidade por meio do sistema BacenJud.

Na sexta-feira (30), foi realizada uma audiência de mediação entre o Sindicato dos Rodoviários do Maranhão e o Sindicato das Empresas de Transporte (SET), mas não houve acordo. Uma nova rodada de negociações está marcada para esta terça-feira (3), às 9h.

Impactos na rotina da população

Na manhã desta segunda-feira (2), passageiros enfrentaram longas filas e tempo de espera elevado para embarcar em vans e ônibus alternativos em avenidas movimentadas da capital, como a principal da Cidade Operária e o Anel Viário.

Escolas públicas e privadas, além de universidades, suspenderam as aulas devido às dificuldades de deslocamento de alunos e servidores. A paralisação também provocou aumento na procura por carros de aplicativo, com usuários relatando alta nos preços das corridas.

Histórico de paralisações

Segundo o Sindicato dos Rodoviários, ao menos sete paralisações gerais foram registradas nos últimos anos. Na semana passada, a empresa Expresso Rei de França (antiga 1001) já havia suspendido os serviços por atraso no pagamento dos salários.

Pontos principais da greve dos rodoviários do Maranhão

  • Audiência de mediação terminou sem acordo.
  • Greve geral dos rodoviários segue mantida em São Luís.
  • TRT-MA determinou retorno imediato de 80% da frota de ônibus.
  • Paralisação afeta cerca de 700 mil passageiros.
  • Nova audiência marcada para terça-feira (4), às 9h.

O que pedem os rodoviários

A categoria reivindica reajuste salarial de 15%, tíquete-alimentação no valor de R$ 1.500 e a inclusão de mais um dependente no plano de saúde.

Segundo o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Marcelo Brito, durante a audiência foi apresentada uma contraproposta de reajuste de 12%. De acordo com o presidente, os empresários se comprometeram a discutir a viabilidade do percentual sugerido.

A greve afeta linhas urbanas e semiurbanas e deve continuar até que uma nova proposta seja apresentada. Não há previsão de retorno do serviço.

O que diz a Prefeitura Municipal

A Prefeitura Municipal de São Luís se manifestou por meio da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) onde afirmou que o pagamento do subsídio ao sistema de transporte público encontra-se em dia e foram liberados vouchers para corridas por aplicativo aos usuários do transporte público, enquanto perdurar a greve e que serão pagos respeitando a decisão do STF.

Leia a nota na íntegra:

"A Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) informa que o compromisso do Município de São Luís com o pagamento do subsídio ao sistema de transporte público encontra-se em dia. Informa, ainda, que desde a manhã de ontem foram liberados vouchers para corridas por aplicativo aos usuários do transporte público, enquanto perdurar a greve e que serão pagos respeitando a decisão do STF.

Por fim, a SMTT espera que empresários e rodoviários cheguem a um entendimento o mais breve possível, a fim de restabelecer a regularidade do serviço de transporte público oferecido à população."

O que diz a MOB

A Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB) informou por meio de nota que  o subsídio estadual está sendo pago regularmente, dentro dos prazos estabelecidos. E que, as questões trabalhistas são de responsabilidade das empresas operadoras.

Leia a nota na íntegra:

"A Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB) informa que o subsídio estadual está sendo pago regularmente, dentro dos prazos estabelecidos. Esclarece que as questões trabalhistas são de responsabilidade das empresas operadoras, conforme previsto nos contratos de concessão.

No mais, a MOB segue em diálogo com os sindicatos e adota, dentro de suas competências legais, as medidas cabíveis para contribuir com a retomada do serviço o quanto antes."

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.