SÃO LUÍS – Greve dos rodoviários do transporte público de São Luís e de toda região metropolitana, chega ao segundo dia neste sábado (31). Sem acordo entre o Sindicato das Empresas de Transporte (SET) e o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Maranhão (Sttrema), após uma audiência de mediação realizada na tarde desta sexta-feira (30), a paralisação afeta cerca de 700 mil passageiros.
A reunião ocorreu na sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-MA) e foi mediada pelo desembargador Gerson de Oliveira Costa Filho. Uma nova audiência entre trabalhadores e empresários está marcada para a próxima terça (4), às 9h, na sede do Tribunal Regional do Trabalho.
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Liminar determina retorno de 80% da frota
Durante a audiência, o TRT concedeu uma liminar determinando que 80% da frota de ônibus volte a circular imediatamente, garantindo o funcionamento parcial do transporte público enquanto as negociações continuam.
A paralisação impacta cerca de 700 mil passageiros que dependem diariamente do sistema de transporte coletivo na capital maranhense.
Pontos principais da greve dos rodoviários do Maranhão
- Audiência de mediação terminou sem acordo.
- Greve geral dos rodoviários segue mantida em São Luís.
- TRT-MA determinou retorno imediato de 80% da frota de ônibus.
- Paralisação afeta cerca de 700 mil passageiros.
- Nova audiência marcada para terça-feira (4), às 9h.
O que pedem os rodoviários
A categoria reivindica reajuste salarial de 15%, tíquete-alimentação no valor de R$ 1.500 e a inclusão de mais um dependente no plano de saúde.
Segundo o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Marcelo Brito, durante a audiência foi apresentada uma contraproposta de reajuste de 12%. De acordo com o presidente, os empresários se comprometeram a discutir a viabilidade do percentual sugerido.
A greve afeta linhas urbanas e semiurbanas e deve continuar até que uma nova proposta seja apresentada. Não há previsão de retorno do serviço.
Linha do tempo mostra greves de rodoviários de 2021 a 2026 na Grande São Luís
São Luís e a região metropolitana enfrentam sucessivas greves no transporte público. Ao longo dos últimos anos, rodoviários cruzaram os braços em diferentes períodos, deixando a capital sem ônibus e afetando a rotina de milhares de passageiros. A atual gestão do prefeito Eduardo Braide lida com sequência de paralisações desde 2021.
O Imirante.com preparou uma linha do tempo sobre o tema.
O histórico revela que os conflitos entre rodoviários, empresários e poder público se tornaram recorrentes durante a atual gestão, mantendo o transporte coletivo como um dos principais desafios enfrentados pela população de São Luís.
O que diz a Prefeitura Municipal
A Prefeitura Municipal de São Luís se manifestou por meio da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) onde afirmou que o pagamento do subsídio ao sistema de transporte público encontra-se em dia e foram liberados vouchers para corridas por aplicativo aos usuários do transporte público, enquanto perdurar a greve e que serão pagos respeitando a decisão do STF.
Leia a nota na íntegra:
"A Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) informa que o compromisso do Município de São Luís com o pagamento do subsídio ao sistema de transporte público encontra-se em dia. Informa, ainda, que desde a manhã de ontem foram liberados vouchers para corridas por aplicativo aos usuários do transporte público, enquanto perdurar a greve e que serão pagos respeitando a decisão do STF.
Por fim, a SMTT espera que empresários e rodoviários cheguem a um entendimento o mais breve possível, a fim de restabelecer a regularidade do serviço de transporte público oferecido à população."
O que diz a MOB
A Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB) informou por meio de nota que o subsídio estadual está sendo pago regularmente, dentro dos prazos estabelecidos. E que, as questões trabalhistas são de responsabilidade das empresas operadoras.
Leia a nota na íntegra:
"A Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB) informa que o subsídio estadual está sendo pago regularmente, dentro dos prazos estabelecidos. Esclarece que as questões trabalhistas são de responsabilidade das empresas operadoras, conforme previsto nos contratos de concessão.
No mais, a MOB segue em diálogo com os sindicatos e adota, dentro de suas competências legais, as medidas cabíveis para contribuir com a retomada do serviço o quanto antes."
Saiba Mais
- Rodoviários seguem insatisfeitos após reunião no TRT e liminar determina retorno da frota
- Panorama discute greve dos rodoviários na Grande Ilha
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