SÃO LUÍS - Rodoviários da Grande São Luís iniciaram uma greve geral nas primeiras horas desta sexta-feira (30), após rejeitarem a proposta de reajuste salarial apresentada pelos empresários do setor. As garagens amanheceram fechadas, afetando a circulação do transporte coletivo na capital e nos municípios da região metropolitana.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Maranhão (Sttrema), os patrões ofereceram reajuste de 2%, percentual considerado insuficiente pelos trabalhadores. Os rodoviários decidiram pelo movimento grevista até que haja avanço nas negociações.
Segundo o sindicato, os rodoviários estão pedem um reajuste salarial de 15%, tíquete-alimentação no valor de R$ 1.500 e a inclusão de mais um dependente no plano de saúde.
Reunião no TRT marcada para as 15h
Uma reunião entre os representantes dos rodoviários, da classe patronal, Prefeitura de São Luís, Agência de Mobilidade Urbana (MOB) e o Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (MA) está prevista para ocorrer nesta sexta, às 15h.
A paralisação atinge linhas urbanas e semiurbanas e deve continuar enquanto não houver uma nova proposta que atenda às demandas da categoria. Até o momento, não há previsão para a retomada do serviço.
Veja mais imagens das garagens de ônibus nas primeiras horas desta sexta
Sindicato deu prazo de 72h para acordo
Na terça-feira (27), o Sindicato havia informado que encaminhou ofícios ao Sindicato Patronal (SET), às empresas do transporte coletivo e aos órgãos competentes, comunicando a decisão da categoria quanto à possibilidade de deflagração de greve geral no sistema de transporte público de São Luís.
O Sttrema divulgou nota, nesta semana, informando que encaminhou sua proposta de Convenção Coletiva de Trabalho ainda em novembro de 2025 e que, mesmo após quatro rodadas de negociação, não houve apresentação de contraproposta que atendesse às reivindicações da categoria.
SET diz que buscará frota mínima nas ruas
O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET) informou que deve recorrer à Justiça para garantir a circulação de uma frota mínima de ônibus, após o anúncio da greve na terça passada.
Em nota, o SET afirmou que a medida tem como objetivo reduzir os impactos à população, já que o transporte coletivo é considerado um serviço essencial. A entidade destacou que seguirá o que determina a legislação em casos de paralisação. Leia a nota na íntegra:
"Diante do anúncio de paralisação de 72 horas feito pelo Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET), informa à população que ingressará na Justiça para garantir o funcionamento da frota mínima da cidade em circulação para atender a população durante o período de greve.
O SET informa, ainda, que realizou várias reuniões com os rodoviários e o Governo do Estado nas quais a Prefeitura Municipal de São Luís/ SMTT não apresentou nenhuma proposta às empresas que possibilite um aumento salarial para os rodoviários.
O SET reitera seu compromisso com a população de São Luís, a transparência, o diálogo institucional e o cumprimento das determinações legais".
Especialista defende alternativas ao ônibus em São Luís
A doutora em Transportes Zuleide Feitosa avaliou que a crise atual evidencia a necessidade de investimentos em outros modais além dos ônibus. Segundo ela, a diversificação do sistema ajudaria a reduzir os prejuízos para a população durante paralisações recorrentes.
De acordo com a especialista, o cenário atual é resultado de falhas tanto do poder público quanto das empresas concessionárias. Ela afirma que problemas no repasse de subsídios e na oferta do serviço revelam dificuldades da gestão pública em lidar com os desafios do setor de transportes.
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