Transporte Público

Greve de ônibus em São Luís: rodoviários anunciam paralisação para sexta-feira (13)

Categoria afirma que empresas não pagaram reajuste determinado pela Justiça do Trabalho; paralisação foi remarcada após orientação jurídica.

Imirante

Atualizada em 11/03/2026 às 18h20
Greve de ônibus em São Luís deve começar sexta (13). Rodoviários afirmam que empresas não pagaram reajuste determinado pela Justiça.
Greve de ônibus em São Luís deve começar sexta (13). Rodoviários afirmam que empresas não pagaram reajuste determinado pela Justiça. (No 2º dia de greve dos rodoviários, passageiros enfrentam transtornos na Grande São Luís)

SÃO LUÍSA greve de ônibus na Grande São Luís deve começar nas primeiras horas desta sexta-feira (13). O Sindicato dos Rodoviários do Maranhão informou que a paralisação foi remarcada após nova deliberação da diretoria da entidade.

Inicialmente, a categoria havia anunciado que a greve de ônibus começaria nas primeiras horas desta quinta-feira (12), mas a data foi alterada após orientação jurídica.

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Em entrevista concedida nesta quarta-feira (11) ao programa Abrindo o Verbo, da rádio Mirante News, o presidente do Sindicato dos Rodoviários do Maranhão, Marcelo Brito, afirmou que a mudança busca garantir o cumprimento do prazo legal e dar mais tempo para que as empresas regularizem o pagamento do reajuste salarial determinado pela Justiça do Trabalho.

“Houve um equívoco. Sentamos com o jurídico e fomos orientados a iniciar a paralisação nas primeiras horas de sexta-feira. Assim, as empresas ainda têm mais tempo para resolver o problema dos trabalhadores, pagando conforme foi determinado pelo Tribunal Regional do Trabalho”, afirmou Marcelo Brito.

Segundo o presidente do sindicato, nenhuma empresa do sistema de transporte coletivo efetuou o pagamento do reajuste definido pela Justiça.

“Todas as empresas estão nessa situação. Nenhum trabalhador, nem do sistema urbano nem do semiurbano, recebeu com aumento conforme foi determinado pelo Tribunal Regional do Trabalho”, disse.

Com a nova data anunciada, a greve de ônibus pode provocar impactos no transporte público da capital maranhense, afetando milhares de passageiros que dependem do serviço diariamente.

Greve de ônibus agrava crise no transporte coletivo

A nova greve de ônibus ocorre em meio a uma série de problemas enfrentados pelo sistema de transporte coletivo de São Luís desde o início do ano. A população tem convivido com ameaças de paralisação, interrupções no serviço e redução de linhas.

De acordo com o sindicato, cerca de 4,5 mil a 5 mil trabalhadores atuam atualmente no sistema de transporte público da Grande São Luís.

Durante a entrevista, Marcelo Brito também afirmou que algumas empresas chegaram a descontar valores referentes aos dias de paralisação ocorridos anteriormente, mesmo após acordo firmado na Justiça do Trabalho.

“O que foi acordado no tribunal é que os dias parados seriam compensados com o trabalho de uma folga por mês. Algumas empresas fizeram desconto, mas isso já está sendo corrigido e os valores devem ser devolvidos”, afirmou.

Acordo mediado pelo Ministério Público

Em fevereiro, após uma paralisação no sistema, foi firmado um acordo mediado pelo Ministério Público do Maranhão (MP-MA) para garantir a retomada da circulação dos coletivos na capital.

Entre os pontos definidos estava o pagamento integral dos salários atrasados dos trabalhadores do sistema urbano.

De acordo com a promotora de Justiça Lítia Cavalcante, o objetivo da negociação foi reduzir os impactos da paralisação para a população e para as atividades econômicas da cidade.

Ministério Público cobra medidas para o transporte público

Paralelamente às negociações, o Ministério Público do Maranhão ingressou com uma Ação Civil Pública contra a Prefeitura de São Luís, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (SET), os consórcios responsáveis pela operação do sistema e as empresas de ônibus.

Na ação, o órgão solicita a adoção de medidas urgentes para regularizar o funcionamento do transporte coletivo na capital.

Entre as propostas apresentadas está o aumento do subsídio pago às empresas por passageiro transportado, que atualmente é de R$ 1,35 e poderia passar para R$ 2,15, como forma de garantir o equilíbrio financeiro do sistema e evitar novas interrupções no serviço.

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