Eleições 2026

PT ainda não definiu caminho no Maranhão para 2026 e avalia três cenários, diz Rubens Júnior

Deputado Rubens Júnior afirma que o PT ainda não tomou decisão sobre o Maranhão para 2026 em meio à divisão no estado

Maria Clara Basileu/Ipolítica, com informações da TV Mirante

Atualizada em 14/01/2026 às 13h16
Rubens Pereira Júnior (PT), deputado federal
Rubens Pereira Júnior (PT), deputado federal (Reprodução/TV Mirante)

SÃO LUÍS – O governador Carlos Brandão (sem partido) deve se reunir, nas próximas semanas, com presidentes de partidos aliados para discutir as definições do seu grupo político para 2026. Em meio a esse cenário, o Partido dos Trabalhadores ainda não tem definição sobre o caminho que seguirá no Maranhão, segundo afirmou o deputado federal Rubens Pereira Júnior (PT), vice-presidente nacional do partido, em entrevista à TV Mirante.

Brandão pretende apresentar aos aliados sua preferência pela candidatura do secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão (MDB), além de avaliar uma ida a Brasília para dialogar com a direção nacional do PT ou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A articulação ocorre em meio à divisão do grupo lulista no estado.

PT avalia cenário para 2026

Durante a entrevista, Rubens Júnior afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defende a unidade do grupo político no Maranhão, estratégia que, segundo ele, foi fundamental para as vitórias recentes do PT no estado. No entanto, o parlamentar ressaltou que o partido segue um rito interno próprio para a definição de candidaturas.

De acordo com Rubens Júnior, o calendário partidário prevê, inicialmente, a realização de um encontro estadual de tática, voltado à análise do cenário maranhense. Em seguida, haverá um encontro nacional, conduzido pela direção do PT e pelo presidente Lula, com o objetivo de dialogar com partidos aliados e avaliar intenções de voto.

Segundo o deputado, esse processo indica que não haverá decisões formais a curto prazo. Ele afirma que os próximos meses serão dedicados ao debate sobre os rumos do Maranhão e do Brasil, sem definições eleitorais imediatas para 2026.

Possibilidades no Maranhão

Sobre o caminho que o PT pretende seguir no Maranhão, o deputado Rubens Júnior afirmou que há, atualmente, três caminhos em debate dentro da legenda. As alternativas envolvem a candidatura própria do vice-governador Felipe Camarão (PT), a manutenção da aliança com o governador Carlos Brandão (sem partido) ou o apoio ao prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD).

“Hoje, o PT tem três teses. Uma tese é de apoio à pré-candidatura do Felipe Camarão, que é vice-governador do PT, é o único vice-governador do PT do Brasil, então é natural que ele se coloque à disposição para ser pré-candidato a governador. Tem quem, no partido, defenda a aliança com o governador Carlos Brandão, a gente vê muitos, especialmente, dirigentes estaduais defendendo essa tese. O Felipe tem o apoio predominante da militância, da base. E tem uma terceira tese de apoio ao prefeito de São Luís, o Eduardo Braide. O que vai acontecer, só o tempo será o senhor da razão”, afirmou.

Segundo o parlamentar, as três teses coexistem no debate interno do partido e refletem diferentes avaliações sobre o cenário político estadual e as estratégias para a próxima disputa eleitoral.

Diálogo com Eduardo Braide

Sobre a possibilidade de apoio ao prefeito de São Luís, Rubens Júnior explicou que há diálogo em curso entre PT e PSD, tanto em nível estadual quanto nacional. Ele destacou que Eduardo Braide reúne um fator político relevante, ao ser apontado como o prefeito de capital mais bem avaliado do país.

Apesar disso, o deputado ponderou que a decisão não deve ser orientada apenas por critérios eleitorais ou interesses partidários, mas pelo que for considerado mais adequado para o Maranhão. Segundo ele, é natural que essa definição não ocorra de forma imediata, já que o momento é de fortalecimento de pré-candidaturas e de debate sobre o estado.

Veto do projeto de Lei da dosimetria

Rubens Júnior também comentou o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Projeto de Lei da Dosimetria, ocorrido no dia 8 de janeiro. A oposição já confirmou que pretende tentar derrubar o veto no Congresso Nacional.

Para o deputado, a proposta tem como objetivo central reduzir a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro e atender a interesses específicos de um grupo político. Ele afirmou ainda que o presidente Lula está concentrado em pautas com impacto direto na vida da população, citando como exemplo o debate sobre o fim da escala de trabalho 6 por 1.

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