SÃO LUÍS – O homem que aparece em imagens de câmeras de segurança agredindo verbalmente e ameaçando o porteiro de um condomínio, em São Luís, gravou um vídeo com pedido de desculpas. O caso aconteceu no sábado passado (28), em um condomínio do bairro Jardim Eldorado, e o agressor foi identificado como Fábio Ítallo da Cruz Pestana.
No vídeo, ele justificou seu comportamento naquele dia com o efeito da bebida alcoólica e um possível problema de saúde da mãe dele.
“Venho pedir desculpa ao porteiro e aos seus familiares pelo menu ato covarde. E pedir desculpa também a minha família por ter envergonhado vocês”, disse Fábio Ítallo nos primeiros minutos do vídeo.
Ele acrescentou que naquele dia soube que a mãe dele estaria com câncer e decidiu sair para ingerir bebida alcoólica. “Eu só saí pra tomar umas, várias... E aí quando eu cheguei no apartamento pra estacionar o carro, fui abordado pelo vigilante, na qual pediu pra me abaixar o som de uma forma que eu não gostei”, afirmou Fábio Ítallo.
E continua dizendo que nunca teve problemas com a polícia. “Infelizmente, aconteceu. E assim pedir pra vocês pararem de me ameaçar. Um erro não justifica o outro. Eu vou arcar com as consequências perante a Justiça. A Justiça vai decidir o que é melhor pra mim ou o que eu mereço. Eu vou tá lá pra pagar. Eu sou homem pra isso”, disse Fábio Ítallo.
Segundo o delegado Titular da 7ª Delegacia de Polícia do Turu Rondineli Araújo, o autor das agressões e ameaças contra o porteiro vai ser ouvido na próxima terça-feira (7).
Entenda o caso
O vídeo da câmera de segurança do condomínio flagrou o momento em que um homem sem camisa se aproxima da portaria do condomínio e, em seguida, agride verbalmente e fisicamente o porteiro. As câmeras também registraram as ameaças de morte sofridas pelo profissional. "Da próxima vez que eu estiver dentro do meu carro escutando som com a minha mulher, e tu vier mandar eu abaixar meu som, eu vou dar um tiro na tua cara", disse o agressor, que foi identificado como Fábio Ítallo da Cruz Pestana.
O porteiro, que preferiu não se identificar, relatou ao Imirante.com que por volta de 1h de sábado deu início ao procedimento de ronda dentro do condomínio quando avistou o homem que o agrediu, acompanhado por uma mulher, que é moradora do condomínio.
Os dois estavam dentro de um carro parado em uma vaga dentro do prédio, com o som automotivo ligado em um volume considerado proibido segundo as regras condominiais. O porteiro afirmou pediu duas vezes aos ocupantes do veículo que abaixasse o volume do som.
“Eu tentei entrar em contato visual com eles, pra falar sobre o horário e tudo, consegui perceber que eles estavam me vendo porque, apesar do fumê, tinha uma luz interna, e, mesmo assim, eles não abaixaram o volume do som. Aí eu dei continuidade à ronda, fui lá mais uma vez, enfatizar que eles estavam fazendo barulho e que não podia, até o ponto que eu tive que chamar atenção deles batendo no vidro. Aí ele [agressor] abaixou o vidro e falou comigo. O rapaz em questão falou que entendia, porque faz parte do nosso trabalho, porém quando eu saí, questão de 10 a 15 passos, eles tornaram ligar o som. Aí eu fui pro meu ambiente de trabalho, que no caso é a portaria, passaram-se uns 30 a 40 minutos, aí ele foi até a portaria e se deu o que apareceu no vídeo”, relatou o porteiro.
Após o ocorrido, o porteiro entrou em contato com um outro profissional que trabalha com ele no condomínio e alertou alguns moradores sobre a situação. Ele contou, ainda, que depois da agressão, ficou monitorando as câmeras para checar se o agressor apareceria novamente na portaria.
O Imirante.com entrou em contato com a administração do condomínio, que informou que o agressor não é morador do residencial de apartamentos. Ele havia entrado como visitante de uma moradora, com a qual teria um relacionamento. Segundo a administração, as medidas legais cabíveis ao condomínio estão sendo adotadas para garantir a segurança do porteiro e, ainda, dos demais moradores.
Repúdio
O Sindicato dos Trabalhadores em Condomínios de São Luís (Sintecon) repudiou as agressões e ameaças sofridas pelo porteiro dentro do condomínio. De acordo com a entidade, o caso não pode ficar impune e que o direito do trabalhador precisa ser garantido.
“O posicionamento do sindicato é que se faça justiça. Queremos que o agressor seja identificado e possa ser devidamente punido pela polícia e pela Justiça. Porque não há de se admitir que o trabalhador esteja em seu local de trabalho e venha uma pessoa agredi-lo, ameaçar de morte e isso ficar impune. Portanto, o sindicato está aqui para se fazer cumprir um direito que é o respeito ao cidadão e ao trabalhador", disse o presidente do Sintecon.
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