Audiência

Vereadores batem boca após ausência de secretários na Câmara de São Luís

Auxiliares do prefeito Eduardo Braide deveriam prestar esclarecimentos sobre não pagamento de emendas.

Gilberto Léda/ipolítica

- Atualizada em 25/11/2022 às 10h51
Astro de Ogum e Raimundo Penha discutiram no plenário
Astro de Ogum e Raimundo Penha discutiram no plenário (Reprodução/YouTube)

SÃO LUÍS - O líder do governo na Câmara Municipal de São Luís, vereador Raimundo Penha (PDT), e o vereador Astro de Ogum (PCdoB) bateram boca e por pouco não se agrediram no plenário da Casa.

O caso ocorreu nesta quinta-feira (24), quando estava marcada uma audiência com secretário da Prefeitura de São Luís para tratar do não pagamento de emendas.

Deveriam comparecer à sessão os secretários municipais de Governo, Eneas Fernandes; de Planejamento, Simão Cirineu; da Fazenda, José Azzolini; e da Saúde, Joel Nunes (Saúde), mas eles não apareceram.

Antes do encerramento da sessão, Penha e Ogum começaram a discutir à distância. Logo em seguida, o comunista aproxima-se da Mesa Diretora, onde estava o pedetista, que então desce.

Eles ficam frente a frente e aparentemente trocam insultos, com dedos em riste. Mas são contidos por outros presentes (veja vídeo abaixo).

Justificativa - Autor do requerimento que solicitou a realização da audiência, o vereador Marquinhos (PSC) iniciou a audiência pontuando que as justificativas para as ausências dos secretários foram enviadas minutos antes do início do encontro. Nelas, os secretários argumentam que o autor do requerimento não apontou o ano de exercício das emendas impositivas tratadas como tema da audiência.

Ele criticou a decisão dos auxiliares do prefeito Eduardo Braide (PSD). “Faltando 25 minutos, chegou um comunicado assinado pelos secretários explicando a ausência deles nesta audiência. Essa justificativa tinha que ser dada aqui no plenário, porque eles foram convocados. A convocação está na Lei Orgânica do Município e tem que ser respeitada”, destacou.

Marquinhos frisou que o papel dos vereadores, enquanto representantes da população, deve ser respeitado.

“Lamento a situação e a maneira que o Executivo tem tratado esta Casa. Quero reafirmar que convocação não é convite. A Lei Orgânica nos ampara e nos dá condições e direito de tratar desse assunto com responsabilidade”, afirmou.

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