Saúde

Confirmado primeiro caso de varíola dos macacos no Maranhão

Paciente é um homem de 42 anos e está internado no Hospital Dr. Carlos Macieira, em São Luís.

Imirante.com

- Atualizada em 12/08/2022 às 22h07
Segundo a SES, quadro clínico do paciente é estável.
Segundo a SES, quadro clínico do paciente é estável. (Foto: Divulgação)

SÃO LUÍS – A Secretaria de Estado da Saúde (SES) confirmou, no fim da tarde desta quarta-feira (10), o primeiro caso positivo da varíola dos macacos (Monkeypox) no Maranhão. 

De acordo com a SES, o caso positivo confirmado é de um homem, de 42 anos, residente em São Luís, com comorbidades e sem histórico de viagem.

Ainda segundo a SES, o paciente segue acompanhado pela equipe do Hospital Dr. Carlos Macieira e o seu quadro clínico permanece estável. 

Os Centros de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) Estadual e Municipal seguem acompanhando o caso.

Entenda o caso

O paciente deu entrada, inicialmente, no Hospital Municipal Djalma Marque (Socorrão I), em São Luís, na última sexta-feira (5), apresentando fraqueza muscular, dor, febre e lesões pustulosas. O homem foi transferido no sábado (6) para o Hospital Dr. Carlos Macieira, onde ficou internado e foi submetido a exames para confirmar a doença.

Casos descartados

No Maranhão, três casos suspeitos de varíola dos macacos já foram descartados pela SES. O primeiro caso aconteceu em São Luís, quando uma criança de cinco anos, apareceu com sintomas da doença, após uma avaliação do Ministério da Saúde (MS), por meio do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs).

Já o segundo caso suspeito, foi de um homem de 30 anos, que apresentou sintomas correspondentes à doença. A SES descartou o caso no último dia 17 de junho.

O terceiro caso suspeito aconteceu no município de Balsas e envolveu um paciente de 38 anos, que procurou auxílio médico, no último dia 17 de junho, após apresentar sintomas da doença e não se enquadrar nos critérios epidemiológicos. 

Sintomas

A varíola dos macacos é uma doença causada pela infecção com o vírus Monkeypox, que causa sintomas semelhantes aos da varíola. Ela começa com febre, dor de cabeça, dores musculares, exaustão e inchaço dos linfonodos.

Uma erupção geralmente se desenvolve de um a três dias após o início da febre, aparecendo pela primeira vez no rosto e se espalhando para outras partes do corpo, incluindo mãos e pés.

Em alguns casos, pode ser fatal, embora seja tipicamente mais suave do que a varíola. A doença é transmitida para pessoas por vários animais selvagens, como roedores e primatas, mas também pode ser transmitida entre pessoas após contato direto ou indireto.

Vacina

As primeiras doses da vacina contra a varíola dos macacos destinadas ao Brasil deverão chegar em setembro, informaram há pouco o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Daniel Pereira, e o secretário de Vigilância em Saúde da pasta, Arnaldo Medeiros. Cerca de 20 mil doses desembarcarão no país em setembro; e 30 mil, em outubro.

Apenas profissionais de saúde que manipulam as amostras recolhidas de pacientes e pessoas que tiveram contato direto com doentes serão vacinados. O esquema de vacinação será feito em duas doses, com intervalo de 30 dias entre elas.

A aquisição será feita por meio de convênio com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) porque a empresa dinamarquesa produtora da vacina não-replicante não tem escritório no Brasil nem pretende abrir representação no país. “Existe um pedido da Opas para a aquisição de 100 mil doses de vacinas para as Américas. Dessas 100 mil doses, 50 mil serão adquiridas pelo Ministério da Saúde”, detalhou Medeiros.

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