Varíola dos macacos

Imperatriz confirma primeira morte por varíola dos macacos

Trata-se de um paciente, de 37 anos, com comorbidades.

Imirante.com*

- Atualizada em 23/11/2022 às 10h20
Primeiro óbito por varíola dos macacos é notificado em ITZ.
Primeiro óbito por varíola dos macacos é notificado em ITZ. (Imperatriz)

IMPERATRIZ - Foi confirmada a primeira morte por varíola dos macacos na cidade de Imperatriz, nessa terça-feira (22). Trata-se de um paciente, de 37 anos, com comorbidades.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES), este foi o primeiro óbito no Maranhão relacionado à varíola dos macacos. Leia a nota da Prefeitura de Imperatriz, que reforça a baixa letalidade da doença.

“A Prefeitura de Imperatriz, por meio da Secretaria de Saúde, informa que foi notificado o primeiro óbito, nesta terça-feira, 22, de paciente com monkeypox na cidade. Trata-se de uma pessoa de 37 anos com comorbidades. A secretaria ratifica ainda que a monkeypox é uma doença viral de baixíssima letalidade”.

No atual cenário, Imperatriz registra oito casos suspeitos em monitoramento, sete casos da doença confirmados e 23 descartados.

Maranhão

De acordo com o boletim da SES, o Maranhão registrou até o momento 82 casos de varíola dos macacos confirmados nos seguintes municípios: São Luís (60), Imperatriz (7), São José de Ribamar (5), Paço do Lumiar (4), Santa Inês (3), Coelho Neto (1), Pindaré-Mirim (1) e Timon (1). Há ainda 41 casos suspeitos no Estado, e 253 já foram descartados.

Os sinais e sintomas da varíola dos macacos, em geral, incluem:

  • Erupção cutânea ou lesões de pele;
  • Adenomegalia/Linfonodos inchados (ínguas);
  • Febre;
  • Dores no corpo;
  • Dor de cabeça;
  • Calafrio;
  • Fraqueza.

 

Definição de caso

O Ministério da Saúde elaborou protocolos para tornar os diagnósticos e a definição de casos mais precisos:

Caso suspeito: pessoa de qualquer idade que apresenta início súbito de lesão em mucosas e/ou erupção na pele aguda profunda e bem circunscrita de monkeypox, única ou múltipla, em qualquer parte do corpo; e/ou dor proctite (por exemplo, dor anorretal, sangramento) e/ou edema peniano, podendo estar associada a outros sintomas.

Caso provável: caso que atende à definição de caso suspeito, que apresente um ou mais critérios (Plano de Contingência - página 8), com investigação laboratorial de varíola dos macacos não realizada ou inconclusiva, e que o diagnóstico da doença não pode ser descartado apenas pela confirmação clínico-laboratorial de outro diagnóstico.

Caso confirmado: caso suspeito com resultado laboratorial “positivo/detectável” para varíola dos macacos por diagnóstico molecular (PCR em tempo real e/sequenciamento).

Caso descartado: caso suspeito com resultado laboratorial “negativo/não detectável” para varíola dos macacos por diagnóstico molecular (PCR em tempo real e/sequenciamento).

O diagnóstico da varíola dos macacos é feito de forma laboratorial, por teste molecular ou sequenciamento genético. O teste para diagnóstico laboratorial é realizado em todos os pacientes com suspeita da doença. A amostra a ser analisada será coletada, preferencialmente, da secreção das lesões.

Vacina

O Brasil recebeu, em outubro, o primeiro de lote de vacinas contra a varíola dos macacos. A remessa, com 9,8 mil doses, desembarcou no Aeroporto de Guarulhos (SP). Ao todo, o Ministério da Saúde comprou cerca de 50 mil doses via fundo rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Os próximos lotes estão previstos para serem entregues até o fim de 2022.

Os imunizantes serão utilizados para a realização de estudos, conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). É importante ressaltar que as vacinas são seguras e atualmente são utilizadas contra a varíola humana ou varíola comum. Por isso, o estudo pretende gerar evidências sobre efetividade, imunogenicidade e segurança da vacina contra a varíola dos macacos e, assim, orientar a decisão dos gestores.

*Com informações do Ministério da Saúde

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