Eleições 2022

Roberto Rocha homologa candidatura ao Senado e explica coligação com PDT

Senador tem apoio de outros partidos, mas decidiu coligar-se oficialmente com sigla de Weverton Rocha.

Gilberto Léda/ipolítica

- Atualizada em 04/08/2022 às 19h08
Roberto Rocha falou a convencionais em São Luís
Roberto Rocha falou a convencionais em São Luís (Gilberto Léda/Grupo Mirante)

SÃO LUÍS - O senador Roberto Rocha oficializou nesta quinta-feira (4), em convenção numa casa de eventos em São Luís, sua candidatura à reeleição pelo PTB.

Num evento sem a participação dos candidatos a governador dos partidos que o apoiam, o petebista fez muitas críticas ao seu principal adversário, Flávio Dino (PSB), admitiu que o governador Carlos Brandão (PSB) pode vencer as eleições, e explicou os motivos de haver escolhido o PDT como partido para se coligar no pleito - mesmo tendo apoio de PSD e PSC, ambos também com candidatos a governador.

“O que é a campanha no final de contas? É uma guerra de comunicação. A comunicação tem, hoje, a internet. mas, no Maranhão, ainda é muito forte a televisão, o rádio. Daí porque eu tenho que fazer coligação com aquele candidato que tem o maior tempo de televisão e o maior tempo de rádio, porque o meu concorrente vai ter um tempo imenso, e o eleitor, que está lá na ponta, ele, às vezes, não entende isso. Ele vê o tempo de um candidato grande demais, e o tempo do outro bem pequenininho. Ele só faz dizer que o candidato é mais forte, ou mais fraco. Ele não sabe por quê”, disse.

Rocha também comentou as últimas defecções do seu projeto - na mais recente, o deputado Vinícius Louro, do PL, declarou apoio a Flávio Dino -, e minimizou as perdas, destacando que apesar de decisões pessoais, nenhum partido abandonou a “frente ampla de oposição" construída em torno dele ainda em março.

“De lá para cá, a foto só aumentou, nós não perdemos nenhum partido. Nós estamos falando é de partidos. Coligação se faz é entre partidos, não entre pessoas. Depois de feitas as coligações, esta pessoa, ou aquela, que eventualmente precise ajustar politicamente, uma conversa ali, tudo bem. Isso é do jogo político, é da vida. Eu até acho que para quem reúne uma quantidade de partidos como nós estamos reunindo, a gente tem quase nenhum problema. A vida é feita de interesses e interessados, mas aí a gente vai tratando. O que nós não temos mais tempo é para partido. partido é só até hoje, ou amanhã. Depois daqui a gente pode continuar conversando para ir ajustando a nossa carga”, comentou.

Vitória- Apoiado por partidos com três candidatos a governador - além de Weverton Rocha, o petebista tem aliança com o PSC, de Lahesio Bonfim; e com o PSD, de Edivaldo Holanda júnior -, Roberto Rocha curiosamente admite a possibilidade de vitória de Brandão.

Em dado ponto do discurso, ao comentar as parcelas de empréstimos deixadas pelo ex-governador Flávio Dino e, mais recentemente, a suspensão do pagamento de prestações que deveriam ser honradas neste ano - teoricamente “empurrando” parte do débito para o próximo governo -, o senador cogitou a reeleição do atual governador.

“Na realidade, o governador que saiu pegou uma granada e colocou no colo do que entrou. Mas essa granada tá com o pino. Significa que o próximo governador, seja ele quem for, pode ser até o mesmo, ele vai receber a granada sem o pino. É preciso que todos tenham consciência disso”, declarou.

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais Twitter, Instagram e TikTok e curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.