Análise

Ferryboat: governo sem solução para o problema que atinge o direito de ir e vir da população

Serviços de travessia da baía de São Marcos pioraram desde 2015 culminando em prejuízos nas viagens de São Luís até a Baixada e da Baixada para São Luís.

Carla Lima/Ipolítica

- Atualizada em 18/05/2022 às 11h31
Nesta semana, muitos passageiros que já haviam comprado passagem tiveram a notícia de que não poderiam viajar
Nesta semana, muitos passageiros que já haviam comprado passagem tiveram a notícia de que não poderiam viajar (Ferry-boat)

A travessia da Baía de São Marcos saindo da ilha de São Luís para a Baixada Maranhense é, sem dúvida, um dos símbolos do Maranhão. Imensas balsas que levam milhares de pessoas, carros de passeio, vans e ambulâncias rumo ao continente encurtando um caminho que, se fosse terrestre, seria mais longa e cansativa.

Por anos, muitas reclamações ocorriam, sem dúvidas. Mas sempre relacionadas à infraestrutura dos portos e mais conforto nos ferryboats.

De 2015 para cá, no entanto, a lista de problemas só aumento apesar das promessas de mudar toda a realizada considerada, até então, um caos.

Antes de 2015, era rotineiro que, nos feriados, viagens extras fossem colocadas devido à procura. Todos os dias – quase que religiosamente – quem quiser vir da Baixada para São Luís ou quisesse fazer o caminho contrário, sabia que poderia ir e comprar a passagem que conseguiria fazer a travessia.

Mas esta realidade mudou. Alguns anos depois com decisões que se mostram equivocadas, os usuários deste transporte não tem mais a facilidade do ir e vim quando assim precisar ou desejar.

Se antes, a infraestrutura era o centro da crítica, hoje a falta de ferryboat e suas condições é o ponto principal a ser resolvido. Não que a infraestrutura tenha melhorado. De forma alguma, fez foi piorar.

Até as cooperativas de vans já fazem protesto em frente aos terminais do Cujupe e Ponta da Espera querendo mais respeito e garantia de espaço para eles trabalharem.

Mas, mesmo diante do caos, o governo do Maranhão tem quase ou nenhuma resposta que possa trazer a esperança de que o mínimo o direito de ir e vir seja garantido a todos.

Há, na verdade, promessa de normalização do serviço precário prestado desde mudanças feitas na administração deste meio de transporte. A empresa contratada não tem condições de operar.

A paralisia de quem é responsável pelo serviço público – no caso o governo do Estado – é de assustar e revoltar. 

Cobranças mais efetivas dos fiscalizadores do Poder Executivo, os deputados estaduais, precisam ser feitas e uma investigação precisa acontecer. 

A chance existe porque já há o recolhimento de assinaturas para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa, no entanto, a velha e péssima política da liberação de emendas parece já intervir. 

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