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São Luís enfrenta aumento na busca por atendimento devido às síndromes gripais em crianças

Além da elevação na rede pública, já há hospital da rede privada com 100% de ocupação.

Neto Cordeiro/Imirante.com

- Atualizada em 28/04/2022 às 11h24
Casos de síndromes gripais, que já totalizam 32% dos atendimentos feitos pelo Hospital da Criança. Foto: Neto Cordeiro/Imirante.com.
Casos de síndromes gripais, que já totalizam 32% dos atendimentos feitos pelo Hospital da Criança. Foto: Neto Cordeiro/Imirante.com.

SÃO LUÍS – A procura por atendimento médico por causa das síndromes gripais em crianças aumentou nos últimos meses. Os casos já totalizam 32% dos atendimentos feitos de janeiro a março de 2022 na rede pública municipal de São Luís. 

A alta foi confirmada pela Secretaria Municipal de Saúde (Semus), que informou ainda que esses atendimentos são feitos pelo Hospital da Criança (HC), que recebe tanto de crianças da capital quanto do interior do Estado. Além dos casos de síndromes gripais, também são tratadas as doenças do trato respiratório, como as pneumonias e bronquiolites.

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Ana Lídia, que mora no bairro Cruzeiro do Anil, relatou que os seus dois filhos, um de 8 e outro de 11 anos, apresentaram sintomas como tosse, febre e dores no corpo.

“O meu filho mais velho, de 11 anos, começou a apresentar sinais de gripe e principalmente muita tosse. Já está assim há quase uma semana. Hoje, o meu filho mais novo apresentou febre e dores no corpo, não sei o que pode ser, mas vou levá-los à UPA do Araçagi para tentar conseguir alguma orientação e sabe como medicar para que os sintomas passem logo, até porque durante esse período eles acabam perdendo aula na escola também”, relatou.

Hospital da Criança atende aos casos de urgência/emergência pediátrica de São Luís e outros municípios. Foto: Neto Cordeiro/Imirante.com.
Hospital da Criança atende aos casos de urgência/emergência pediátrica de São Luís e outros municípios. Foto: Neto Cordeiro/Imirante.com.

Para atendimentos das síndromes gripais, especificamente, foram abertas duas enfermarias no Hospital da Criança, na capital, com 27 leitos de internação. O HC possui ainda 15 leitos de suporte intensivo para os atendimentos mais críticos, as UTIs. 

A média de permanência de internação de crianças com quadro de síndromes gripais ou doenças respiratórias é de 12 dias. 

“Entre as ações que visam a melhoria dos atendimentos, a Semus informa que tem aumentado o número de médicos e equipes nos plantões, disponibilizado mais respiradores mecânicos e monitores multiparamétricos para o hospital, além da adequação de alas para aumentar a capacidade de receber pacientes mais graves”, afirma a Secretaria Municipal de Saúde (Semus).

O Imirante solicitou informações ao governo do Maranhão sobre o cenário na rede estadual de saúde, mas não obteve resposta até o momento.

Na rede particular, a situação também é preocupante. O UDI Hospital, em São Luís, informou que houve um aumento significativo de atendimentos na emergência pediátrica, que se deve às mudanças de temperatura.

“O dimensionamento do atendimento do hospital muda a cada dia, dependendo da demanda, porém o volume é alto. O UDI Hospital está há alguns dias com 100% de ocupação. Vale ressaltar que esta tendência de alta nos casos de doenças respiratórias infantis está sendo identificada em todo o Maranhão”, informou por meio de nota.

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