Estado Maior

PL e aliados de Bolsonaro na mira de investigações da PF

Noticiários nacionais têm trazido informações sobre investigações contra o deputado maranhense Josimar de Maranhãozinho, que é do partido do presidente da República.

Imirante

Josimar de Maranhãozinho tem sido alvo constante de informações vazadas de investigações da Polícia Federal
Josimar de Maranhãozinho tem sido alvo constante de informações vazadas de investigações da Polícia Federal (Josimar de Maranhãozinho)

O noticiário nacional tem dedicado espaços frequentes para as informações sobre pagamento de propina para parlamentares do Maranhão após liberação de emendas para prefeituras do estado. O alvo principal a cada notícia é o deputado federal Josimar de Maranhãozinho, detentor do comando do PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, e também do Avante e do Patriota.

No último fim de semana, o jornal Folha de São Paulo trouxe reportagem mostrando que o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou investigação contra o senador do PTB, Roberto Rocha. O nome do parlamentar aparece em uma lista manuscrita apreendida com o conhecido agiota do Maranhão, Pacovan.

Nesta terça-feira, 19, o jornal O Globo mostra um suposto depoimento do deputado federal, Pastor Gil (PL), à Polícia Federal no dia 28 de março. Neste depoimento, o parlamentar teria dito que pegou R$ 200 mil em empréstimo de Josimar por dívidas de campanha. As investigações seguem em segredo de justiça.

Independente deste segredo, as informações têm vazado e os alvos são sempre nomes ligados a Josimar, que, por mais de uma vez, já disse que não tem receios das investigações da PF e que sabe que a Justiça vai prevalecer.

Sem que um esquema de pagamento de propina por meio de liberação de emendas parlamentares seja revelado de fato pela PF, os vazamentos das supostas investigações têm alvo claro que é atingir o PL, partido forte do Centrão e o rol de aliados de Jair Bolsonaro.

Teoria da conspiração

Inicialmente, havia a teoria da conspiração de que seria por meio do próprio Palácio do Planalto estaria vazando as informações contra Josimar de Maranhãozinho.

Ele é um inimigo a ser abatido no Maranhão já que o presidente Jair Bolsonaro teria interesse pessoal no comando do partido no estado.

No entanto, as revelações sobre supostos pagamentos de propina após liberação de emendas do senador Roberto Rocha fez com que a teoria da conspiração recuasse sobre mãos e dedos do presidente.

Insistência

E seria estranho uma interferência de Bolsonaro no caso investigado pela PF justamente porque o senador Roberto Rocha é citado.

O senador do PTB tem toda simpatia do presidente da República e seria incoerente Bolsonaro trabalhar contra o aliado da linha de frente do seu governo.

Bolsonaro insistiu demais para tomar o comando do PL no Maranhão das mãos de Josimar para presentear o aliado.

Quem vaza?

Ainda sobre as teorias da conspiração, os aliados de Josimar de Maranhãozinho apostam que os vazamentos que relação direta com outro deputado federal.

No caso específico os aliados do deputado do PL apontam para Aluisio Mendes (PSC), que foi da Polícia Federal e é um desafeto de Maranhãozinho.

Por conta da “rixa” entre os dois, as apostas são todas colocadas na conta do parlamentar do PSC que tem certa influência com os colegas da PF. Será?

Os calados

Deputados estaduais e federais que apoiaram o prefeito Eduardo Braide (sem partido) no segundo turno da eleição em São Luís têm silenciado sobre os problemas enfrentados na capital.

Exemplos dos calados estão os deputados estaduais Neto Evangelista (PDT), Glaubert Cutrim (PDT) e Wellington do Curso (PSC). Eles não têm feito qualquer crítica à gestão em São Luís.

Pelo contrário, quando podem, atacam adversários de Eduardo Braide mesmo sabendo que as críticas ao prefeito são necessárias diante dos problemas da cidade.

Muita críticas

Dos que apoiaram Eduardo Braide somente Yglésio Moyses não tem poupado críticas ao gestor ludovicense.

A cada ação do prefeito, Moyses tem usado a mesma “arma” de Braide- as redes sociais – para mostrar os problemas e erros constantes na gestão municipal.

O senador Roberto Rocha (PTB), Weverton Rocha (PDT) e outros deputados federais como Pedro Lucas Fernandes (União Brasil), Edilázio Júnior (PSD) e André Fufuca (PP) ficam em silêncio total.

Críticas certas

Como não poderia deixar de ser diferente, o deputado estadual Duarte Júnior (PSB) não tem poupado críticas à gestão de Eduardo Braide.

O socialista tem apontado os equívocos na administração em São Luís, mostrado os vídeos com promessas de Braide em 2020 e escancarado sobre as incoerências entre os discurso do prefeito e a prática na Prefeitura.

Duarte Júnior além de exercer seu papel como parlamentar que mais teve voto em São Luís, também demonstra aos eleitores que a escolha ocorrida legitimamente nas urnas pode não ter sido a mais acertada pela maioria do eleitorado.

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