SÃO LUÍS - O deputado estadual Yglésio Moyses (PROS) cobrou, da tribuna da Assembleia Legislativa, em sessão ordinária desta quarta-feira (16), um amplo debate e solução para a greve dos rodoviários de São Luís, que hoje chega ao seu segundo dia.
Yglésio tratou do assunto e disse que o Legislativo Estadual não pode se isentar nas discussões. Ele falou sobre o prejuízo à economia da capital, e consequentemente, do estado, diante da greve de ônibus e sobre o impacto negativo da paralisação para o cidadão ludovicense.
"É uma obrigação nossa comentar, inclusive, principalmente quem mora em São Luís, quem exerce suas atividades em São Luís, quem entende que São Luís como capital do Estado é a mola motriz da economia do Maranhão, a maior arrecadadora também de impostos no Estado do Maranhão, em relação à greve de ônibus que aconteceu hoje mais uma vez. Três meses depois, a gente segue com problemas em relação ao sistema de transporte. Recentemente nós tivemos a questão da paralisação da coleta de lixo. Nós temos um sucateamento cada vez mais visível em relação à própria questão da saúde. Nós tivemos movimentação recente de conselheiros tutelares. Nós tivemos movimentações recentes de professores também da rede municipal", pontuou.
Yglésio lembrou que o ex-prefeito João Castelo chegou também a oferecer e efetivar subsídio ao sistema de transporte público, durante a sua gestão no município, mas disse que desde então, o problema jamais foi solucionado, por isso as recorrentes greves nos anos seguintes.
"Desde a passagem do finado prefeito Castelo pela Prefeitura, o sistema de transporte enfrentava problemas. O problema naquela época foi parcialmente resolvido com subsídio mensal de um milhão de reais para o sistema de transporte. Naquele período, nós tínhamos uma passagem que era em torno de R$2.30, R$2.40, uma passagem mais barata. Um milhão de reais valia bem mais do que vale hoje, por exemplo, afinal, nós estamos falando do período de 2009 a 2012 e o sistema, naquele momento, conseguiu de alguma forma se equilibrar. O que acontece? Precisamos dar nomes aos bois dentro dessa perspectiva de discussão de transporte. A Prefeitura é um problema hoje? É. O sistema, hoje, o sindicato das empresas tem problemas? Tem. O sindicato dos rodoviários atravessa problemas? Também atravessa. O que acontece? A Prefeitura, hoje, se encontra num dilema: num dilema de fazer, de um lado, a mão da popularidade e, de outro lado, a mão do que precisa ser feito", disse.
Yglésio também citou as dificuldades financeiras acumuladas pelos empresários do setor, com aumento de cerca de 60% dos pneus e a elevação de preço de outros componentes, e afirmou que falta à gestão do prefeito Eduardo Braide, profissionalismo.
"Qualquer pessoa que seja séria e suba à tribuna para fazer uma conta de padaria sabe que o valor do transporte não fecha. Onde que a prefeitura falha? Não falha, falha em ter uma administração não profissionalizada. Hoje o que é que acontece? Tem CPI na Câmara que estão indo apenas em cima do técnico que fez o edital do sistema de licitação. Não tem sentido nenhum. Hoje tem uma Secretaria de Trânsito e Transporte que não dá conta de fiscalizar o sistema. Aí o que eles colocaram? Tiraram o secretário, colocaram um advogado para responder pela pasta, mas quem está mandado é Enéas, que é secretário de Governo. E Enéas é um baita sujeito legal, viu Enéas, você é um cara bacana, mas você não entende nada de trânsito, você não entende. E o Eduardo Braide se coloca um secretário que não tem visão estratégica de trânsito, ele está obviamente errando", finalizou.
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