Protesto

Estudantes da UFMA fazem ato para pedir retorno gradual de aulas presenciais

O ato ocorre na manhã desta quarta-feira (12) no campus do Bacanga.

Imirante.com

- Atualizada em 26/03/2022 às 18h38
Estudantes se reuniram na entrada do campus do Bacanga. (Foto: Divulgação)
Estudantes se reuniram na entrada do campus do Bacanga. (Foto: Divulgação)

SÃO LUÍS – Estudantes da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) realizam um ato na manhã desta quarta-feira (12) em prol do retorno gradual das aulas presenciais e não mais remoto. A UFMA informou, nesta semana, que o início das aulas do semestre 2022.1 está previsto para 11 de abril ainda com ensino híbrido/remoto.

A concentração do movimento é em frente ao campus da UFMA no Bacanga. Os alunos alegam que estão sem perspectivas em seus cursos nesse cenário de ensino on-line, que decorre em razão da pandemia da Covid-19, com a presença da variante Ômicron, e das infecções respiratórias associadas ao vírus Influenza e sua nova variante, H3N2.

Estudantes cobram pela volta das aulas presenciais. (Foto: Divulgação)
Estudantes cobram pela volta das aulas presenciais. (Foto: Divulgação)

Estudantes de diversos cursos da UFMA têm se mobilizado em defesa do retorno das aulas presenciais na instituição, que estão suspensas desde o início da pandemia da Covid-19. Nos cursos de saúde, como Medicina e Odontologia, a ausência de aulas práticas, segundo os alunos, têm afetado o rendimento de aprendizagem e acumulado prejuízos a longo prazo no processo de formação dos graduandos.

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Com base em protocolos de biossegurança, os estudantes querem propor à gestão da UFMA o retorno das atividades presenciais. Eles seguem até o prédio da reitoria para levar a questão para discussão.

Ouça o relato do presidente do diretório central de estudantes (DCE) na gestão pró-tempore, Rommel Botafogo, à Mirante AM:

Na última segunda (10), o Comitê de Operativo de Emergência de Crise lançou uma nota após uma reunião que avaliou a atual situação da pandemia e deliberou a respeito de orientações sobre procedimentos. Veja o que foi definido pelo Comitê:

1. Após as considerações iniciais do reitor, professor doutor Natalino Salgado, o professor doutor Antônio Augusto Moura da Silva fez uma explanação sobre a situação atual e a previsão da evolução da nova onda da covid-19, baseada na experiência de ondas

anteriores e da situação mundial, com a presença da variante Ômicron, das infecções respiratórias associadas ao vírus Influenza e sua nova variante, H3N2, dos indicadores de vacinação (ainda muito baixos no Maranhão, sendo no interior do estado, 51% com duas doses) e atendimento no sistema de saúde.

2. O professor salientou que o maior pico de infectados alcançou 372.000 casos diários em março de 2021 (incluindo correção para o sub-registro) em todo o Brasil. Atualmente, a previsão, no pior cenário, é de cerca de 2 milhões de casos diários no dia 03 de fevereiro de 2022, em todo o Brasil. Foi relatado que esse cenário pode ser diferente, se levados em consideração vários fatores como: os índices de vacinação no Brasil e no Maranhão, a maior replicação e transmissibilidade com expectativa de menor gravidade da doença causada por essa variante e a adesão às medidas de prevenção pela população, como: distanciamento social, uso de máscaras e higienização das mãos. De qualquer modo, o risco é de adoecimento simultâneo de milhares de pessoas, o que pode levar ao colapso no funcionamento do sistema de saúde e de diferentes setores, incluindo repartições, escolas e hospitais.

3. A respeito do atual semestre letivo de 2021.2 na UFMA, que se encerra no dia 28 de janeiro, a última semana deste período será de terceira e quarta provas e provas finais. Dessa forma, as atividades em curso, reguladas pela Resolução 2185-Consepe, de 22 de março de 2021, que “regulamenta o ensino emergencial remoto e/ou híbrido na UFMA durante o período de pandemia da doença Covid-19”, devem permanecer como estão, inclusive as aulas presenciais nos cenários de prática dos cursos da área de saúde, que estão ocorrendo no âmbito do Hospital Universitário e nos sistemas estadual e municipais de saúde, exceto se houver decisão do colegiado do curso específico, a exemplo do que houve no curso de Medicina Câmpus Pinheiro. Naquele curso, o colegiado decidiu pela suspensão de todas as atividades presenciais nos campos de prática, tendo em vista o grande número de alunos afastados pela doença e o colapso no sistema municipal de saúde de Pinheiro. As únicas atividades mantidas foram as do internato.

4. Convém registrar que a Resolução 2185-Consepe estabelece as condições para a realização de atividades práticas híbridas e/ou presenciais, ficando, conforme o seu artigo segundo, a cargo dos colegiados, ouvidos os Núcleos Docentes Estruturantes (NDEs), a decisão pela efetividade dessas condições.

5. Em relação ao funcionamento das atividades práticas presenciais dos cursos de pós-graduação, elas permaneceram em funcionamento, desde o início da pandemia, por decisão dos seus colegiados.

6. O início das atividades do próximo semestre letivo (2022.1) está marcado para 11 de abril, data que foi ajustada pelo atraso do Enem/Sisu, sendo objeto de resolução do Consepe, convocado para o dia 12 de janeiro. A resolução estabelece o formato das atividades acadêmicas.

7. Em função da gravidade do cenário em curso, o COE passará a ter reuniões frequentes, para deliberação sobre as condições sanitárias e de enfrentamento da pandemia.

8. Reitera-se, finalmente, que a presença de alunos nos campos de práticas deverá seguir as medidas de segurança, sendo ajustadas de acordo com a evolução do cenário pandêmico.

O Imirante.com entrou em contato com a assessoria de Comunicação da UFMA para saber se haverá um novo posicionamento e a resposta foi a seguinte: hoje o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão está se reunindo para decidir a situação.

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