Surto de gripe

Hospitais da Grande São Luís enfrentam superlotação de pacientes com sintomas gripais

Nesta segunda-feira (27), as UPAs da Região Metropolitana de São Luís estavam lotadas. Pacientes reclamaram da demora no atendimento.

Imirante.com

- Atualizada em 26/03/2022 às 18h46
Com a alta procura por atendimento, teve paciente reclamando do atendimento.
Com a alta procura por atendimento, teve paciente reclamando do atendimento. (Foto: Reprodução)

SÃO LUÍS - Nesta segunda-feira (27), as unidades de saúde da Região Metropolitana de São Luís estavam lotadas com pacientes com sintomas gripais.

A superlotação foi constatada nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) do Itaqui-Bacanga, do Parque Vitória, do Araçagi, da Vila Luizão e Vinhais, em São Luís, e na UPA do Maiobão em Paço do Lumiar, bem como o Hospital da Criança.

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Com a alta procura por atendimento, teve paciente reclamando do atendimento. A Mara Rafisa levou o filho na UPA do Maiobão, pois a criança estava com febre alta. A mãe relata que a fila na unidade de saúde estava enorme e ela teve que procurar a UPA do Parque Vitória para tentar ser atendida.

“É um absurdo, a gente já veio da UPA do Maiobão, porque lá a fila tava dando volta no quarteirão. Aí viemos pra cá e estamos há mais de duas horas esperando por atendimento. Eu também estou com sintoma de gripe, com dor no corpo, dor de cabeça, febre e buscando atendimento. Aqui tá todo mundo jogado no chão, tratado como se fosse cachorro”, afirmou Mara Rafisa.

Pedro Henrique também estava na UPA do Parque Vitória com sintomas gripais.

“Eu estou com gripe, dor de cabeça, mal-estar, dor no corpo. Estou aguardando aqui o atendimento para ver se melhoro, nem fui trabalhar hoje”, destacou.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES), os pacientes com síndromes gripais leves estão sendo atendidos nas Unidades Básicas de Saúde. Nas UPAS, somente os pacientes de síndromes gripais em estado moderado ou grave são atendidos.

Ainda de acordo com a SES, em 2021 já foram notificados no sistema Sivep Gripe 175 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave associada ao vírus Influenza.

Quanto a variante H3N2, a Secretaria registrou o primeiro caso confirmado no Maranhão no último dia 22 de dezembro. O caso é acompanhado por equipes do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS).

O paciente infectado é um menino de 10 anos, que registrou atendimento na rede hospitalar particular com quadro com sintomas de febre, tosse e obstrução nasal e evoluiu para cura.

A SES informa que, até o momento, o Maranhão não registrou nenhum óbito por H3N2.

Alguns Estados do Brasil estão enfrentando um surto de gripe, que se agravou com a variante H3N2. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, todos os municípios maranhenses já foram orientados acerca da Nota de Alerta da SES em conjunto com o Laboratório Central do Maranhão (Lacen), que orienta sobre a sazonalidade e o aumento de doenças respiratórias no país, bem como uma Nota Técnica, alertando sobre a circulação de Influenza A (H3N2) e outros vírus respiratórios, onde foi descrito o cenário epidemiológico da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e Síndrome Gripal (SG) por Influenza no Brasil e no Maranhão no ano de 2021.

Para a população, a SES esclarece que em caso de sintomas gripais, o paciente deve procurar atendimento na unidade de saúde de referência municipal.

CENÁRIO EPIDEMIOLÓGICO SG E SRAG POR INFLUENZA

Cenário epidemiológico da SRAG no Brasil, 2021

No Brasil, de janeiro de 2020 a novembro de 2021, foram hospitalizados 1.611.949 casos de SRAG, com início dos sintomas até SE 46, sendo confirmados 1.164.921 (72,3%) para Covid-19, 18,7% (301.882) por SRAG não especificada, 0,9% (14.839) por outros vírus respiratórios, 0,3% (4.033) por outros agentes etiológicos, 0,1% (1.226) foram causados por influenza e 7,8% (125.048) estão com investigação em andamento.

Cenário epidemiológico da SRAG no Maranhão, 2021

No Maranhão, de janeiro de 2020 a novembro de 2021, foram notificados 20.053 casos de SRAG no SIVEP-Gripe, destes, 14.583 foram confirmados para Covid-19, 5.152 casos registrados como SRAG não especificada, 131 por outros agentes etiológicos, 17, por outros vírus respiratórios e 172 por Influenza.

Cuidados

Para a diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Flávia Bravo, o grande número de casos de gripe também está relacionado à cepa Darwin do H3N2, que não está entre as variantes do Influenza cobertas na vacina disponível nos postos de saúde e clínicas privadas.

Mas, até que se tenha uma vacina que englobe essa variante, Flávia Bravo ressalta a importância de tomar a vacina contra as outras cepas do Influenza e continuar a adotar medidas de prevenção contra vírus respiratórios, como usar máscara, evitar aglomerações e ambientes fechados e higienizar as mãos com frequência. Outro ponto importante é não sair de casa com sintomas de gripe, que são semelhantes aos da covid-19. “A epidemia não se espalha sozinha. É a gente que transmite.”

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