Coronavírus

Covid-19: corrida por vacina no Maranhão

No estado, devido a falta de posição certa do governo federal, há uma tentativa de compra de imunizantes tanto pela gestão estadual quanto pela cidade de São Luís

Gilberto Léda/ Da editoria de Política

- Atualizada em 27/03/2022 às 11h03
Governo do Maranhão já assinou protocolo de intenção de de compra de vacinas da Rússia
Governo do Maranhão já assinou protocolo de intenção de de compra de vacinas da Rússia (Foto: divulgação)

SÃO LUÍS - Enquanto o governo federal não consegue efetivamente suprir a carência de estados e municípios por doses de vacinas contra o novo coronavírus, governadores e prefeitos mobilizam-se como podem - mas ainda de mãos atadas por uma decisão do STF, que só lhes permite agir em caso de comprovada falha no Plano Nacional de Imunização - para viabilizar imunizastes.

Há uma verdadeira corrida por vacinas no país. E no Maranhão não é diferente.

Na segunda-feira, 22, São Luís anunciou sua entrada formal no Consórcio Nacional de Vacinas das Cidades Brasileiras (Conectar), um colegiado da Frente Nacional de Prefeitos destinado à compra de doses pelos municípios.

Em âmbito estadual, o governo também tem se organizado em colegiado em busca de alternativas. Junto com o Consórcio Nordeste, o Maranhão vive a expectativa pela autorização para a aquisição de 37 milhões de doses da vacina Sputnik V, da Rússia.

Um contrato com o Fundo Soberano Russo já foi assinado pelo Executivo estadual, no valor de R$ 254 milhões.

Na verdade, uma intenção de compra, já que ainda não se tem certeza de quantas doses os russos poderão fornecer aos brasileiros.

Ao anunciar o fechamento do negócio, há pouco mais de uma semana, o Consórcio Nordeste, informou que haveria a entrega de 2 milhões de doses ainda em abril, e de outras 5 milhões em maio.

Segundo o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), não é bem assim.

"Eles nos dizem [o Fundo Soberano Russo] que o contrato prevê, que, a partir de abril, eles vão nos dizer […], eles vão nos informando: ‘Olha, nós temos prontas X milhões de doses’. Nós vamos buscar as vacinas e aí faremos os pagamentos, de acordo com a disponibilidade da fábrica situada na Rússia", disse o comunista, em pronunciamento na última sexta-feira, 19.

Especificamente no que diz respeito ao plano do Estado, Dino ainda pode ser obrigado pela Justiça - a pedido da seccional maranhense da OAB - a apresentar, em até cinco dias, o cronograma de aquisição de vacinas do Estado.

Na mesma ação, a Ordem pede, ainda, a reinstalação de um hospital de campanha em São Luís com, no mínimo de 200 leitos (186 clínicos e 14 de UTI), mesmo tamanho do hospital de campanha instalado no ano de 2020 e fechado antes que a pandemia tivesse atingido seu momento mais grave.

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