Região Metropolitana

Seis pessoas são detidas em operação contra agiotagem

Operação da Polícia Civil investiga desvio de recursos públicos no Estado.

Maurício Araya e Neto Cordeiro / Imirante.com

- Atualizada em 27/03/2022 às 11h43

SÃO LUÍS – Uma operação conjunta da Polícia Civil e o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público do Maranhão (MP-MA), que investiga casos de agiotagem e desvio de recursos públicos no Estado cumpre, na manhã desta terça-feira (5), mandados de prisão e condução na Região Metropolitana de São Luís.

Conforme apurado pelo Imirante.com, o prefeito de Bacuri, Richard Nixon dos Santos, e o empresário Josival Cavalcante da Silva, o "Pacovan", foram detidos. Pacovan já havia sido preso em 2011 e 2013, nas operações Usura I e Usura II da Polícia Federal (PF), por participação em uma quadrilha que desviou mais de R$ 5,5 milhões dos cofres da Prefeitura de São João do Paraíso. As operações da PF foram motivadas pela morte do jornalista e blogueiro Décio Sá, do jornal O Estado do Maranhão.

 Prefeito de Bacuri, Richard Nixon dos Santos, preso na Ponta da Espera. Foto: Arquivo.
Prefeito de Bacuri, Richard Nixon dos Santos, preso na Ponta da Espera. Foto: Arquivo.

Além do prefeito e do empresário, Perachi Roberto de Farias Morais, ex-prefeito de Marajá do Sena, um homem identificado como José Epitáfio, que montava empresas de fachada, foram detidos. Também houve a condução coercitiva de Rui Clemêncio Barbosa, que era "laranja" em Zé Doca, e Francisco de Jesus Silva Soares empresário emissor de notas para Marajá do Sena e Zé Doca, conforme apurou a reportagem da Rádio Mirante AM.

Eles serão encaminhados para a Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), no bairro de Fátima. A apresentação ocorre durante uma entrevista coletiva prevista para as 15h.

Operação Imperador

No início de abril, chegou a uma quadrilha que agia para fraudar licitações na gestão de Arlene Barros (ex-prefeita de Dom Pedro) nos anos de 2009 a 2012, cujo o líder era Eduardo Barros, conhecido como Eduardo Imperador, filho da ex-prefeita, suspeita de integrar um esquema de agiotagem no Maranhão.

Em contato por telefone com a reportagem do Imirante.com, a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) esclareceu que a operação desta terça-feira não se trata de um desdobramento da Operação Imperador.

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