Márcio Ronny

Homem queimado em ataques a ônibus já está em São Luís

Márcio Ronny retornou para a capital na madrugada desta segunda (14).

Imirante.com

Atualizada em 27/03/2022 às 11h55
 Chegada a São Luís foi acompanhada pela imprensa e por curiosos no Aeroporto Marechal da Cunha Machado. Foto: Biaman Prado / O Estado.
Chegada a São Luís foi acompanhada pela imprensa e por curiosos no Aeroporto Marechal da Cunha Machado. Foto: Biaman Prado / O Estado.

SÃO LUÍS – Chegou, na madrugada desta segunda-feira (14), a São Luís, o entregador de frangos Márcio Ronny da Cruz, de 37 anos, que teve 75% do corpo queimado após tentar salvar duas crianças de um ônibus incendiado, no início deste ano, na capital. Ele recebeu alta ambulatorial do Hospital de Queimaduras de Goiânia no início da noite de sexta-feira (11), mas o tratamento continuará por cerca de dois anos.

Márcio se feriu no dia 3 de janeiro, após uma série de atentados na capital maranhaense comandados por detendos do Presídio de Pedrinhas. Ele voltava do trabalho para casa quando o ônibus em que estava, na Vila Sarney Filho, foi incendiado.

O homem ajudou a retirar do ônibus duas meninas, entre elas Ana Clara Santos Sousa, 6 anos. Ele a abraçou ao sair do veículo, pois o corpo da criança estava em chamas. A garota teve mais de 90% do corpo queimado e morreu.

A cirurgiã plástica Mônica Piccolo, responsável por boa parte do tratamento de Márcio no Hospital de Queimaduras, explicou que desde o dia 21 de março ele foi liberado do hospital, mas ainda precisava ir à unidade a cada dois dias para trocar os curativos. Ainda segundo a cirurgiã plástica, a força de vontade do entregador de frangos foi fundamental para que ele se recuperasse das queimaduras. "Márcio é extremamente determinado. Em nenhum momento ele achou que não fosse sobreviver. Isso foi essencial para a recuperação dele", afirmou.

Mesmo com a alta ambulatorial e o retorno para sua casa em São Luís, Márcio Ronny precisará ir a Goiânia uma vez por mês para revisões cicatriciais. Esse processo é necessário para que a equipe médica possa acompanhar a evolução das cicatrizes, garantindo que elas não limitem o movimento das articulações do entregador. Assim, ele poderá voltar a ter uma vida normal, sem limitações de movimento. Além das revisões cicatriciais, ele fará acompanhamento com cardiologista, oftalmologista e fisioterapeutas.

*Com informações de O Estado.

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