SÃO LUÍS - O secretário de Segurança Cidadã de São Luís, Luiz Carlos Magalhães, afirmou ao Imirante que a ação da Guarda Municipal, registrada nessa terça-feira (22), durante manifestação no Terminal da Integração do São Cristóvão, é completamente legal e está dentro das atribuições dos profissionais. Durante o dia de ontem, usuários de ônibus protestaram contra o sistema de transporte, fechando a passagem dos ônibus no terminal e a avenida.
Segundo ele, os guardas municipais podem e devem usar da força se houver ameaça, também física, por parte dos manifestantes. "Ali houve uma ameaça de depredação do patrimônio, e eles são os responsáveis pela manutenção e segurança desses locais. Os manifestantes podiam fazer o protesto, mas erraram quando impediram a passagem dos ônibus. Isso eles não podiam fazer", explica o secretário.
Em imagens feitas pela imprensa de São Luís e, também, por um estudante mostram o tumulto e a confusão no local, que se agravou com a chegada da Guarda Municipal e da Tropa de Choque da Polícia Militar. A manifestação resultou no uso da força pelas duas equipes de segurança.
No entanto, o secretário analisa que a Guarda Municipal e a PM estavam em posição de defesa, apenas controlando a situação. "Em algumas imagens é possível ver que manifestantes partem para a disputa física com os guardas e, neste momento, eles devem agir e rebater a situação com o que chamamos de uso progressivo e regular da força".
Nas imagens feitas pelo estudante Jordean Coelho, uma mulher é vítima da força dos guardas municipais e acaba caída no chão. Um homem também é vítima da ação dos guardas. Depois, eles tentam impedir a gravação do estudante. Contudo, Luiz Carlos Magalhães diz que a ação teve início com a mulher e não com os guardas. "Aquela senhora tentou ir quase às vias de fato com alguns guardas e ela teve que ter a sua condução forçada".
De acordo com o titular da Secretaria Municipal de Segurança Cidadã, a Guarda Municipal deve ter este tipo de postura quando o patrimônio municipal estiver em ameaça e tem respaldo legal para isso. Sobre o armamento, alguns deles estão autorizados a portar arma de fogo e pistolas taser (eletrochoque). "Para isso, todos eles passam por capacitação e treinamentos", frisa Luiz Carlos Magalhães.
Em São Luís, há 538 guardas municipais, sendo 107 guarda-vida. Eles estão presentes nos terminais de Integração, no Parque do Bom Menino, nos prédios públicos municipais.
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