BRASÍLIA - A assessoria de imprensa do Ministério das Relações Exteriores informou que o governo estuda a possibilidade de enviar ajuda financeira aos brasileiros que permanecem no Suriname após o ataque a 200 estrangeiros na véspera de Natal.
Na ocasião, cerca de 300 “marrons” (como são chamados os quilombolas no país) agrediram brasileiros, chineses e javaneses que estavam em Albina, cidade localizada a 150 km de Paramaribo, capital do Suriname. Houve agressões físicas, estupros e depredações. Por segurança, todos os brasileiros foram retirados do local.
A maioria deles está hospedada em hotéis de Paramaribo com as despesas pagas pelo governo brasileiro. De acordo com o Itamaraty, US$ 40 mil já foram gastos com hospedagem, medicamentos e envio de dois aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) ao local.
A assessoria informou que seis diplomatas fazem o mapeamento das perdas sofridas por brasileiros apenas por meio de relatos. O Itamaraty destacou que o tema é “juridicamente complicado” diante da situação ilegal dos brasileiros no país vizinho e da dificuldade em utilizar dinheiro público para iniciativas no exterior. A previsão é que o tipo de ajuda enviada pelo governo brasileiro seja definido nos próximos dias.
Saiba Mais
- Brasileiros no Suriname relatam novas ameaças
- Suriname identifica suspeitos de comandar ataques a brasileiros
- Ataque de quilombolas a brasileiros deixa saldo de mais de 100 desabrigados
- Governo envia especialistas ao Suriname para atender brasileiras vítimas de estupro
- Brasileiros são hostilizados na região de Albina onde houve o ataque no Suriname
Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.