ESTADOS UNIDOS – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ampliou o tom ao falar do Irã e defendeu a intensificação da guerra durante pronunciamento nacional feito nesta quarta-feira (1º).
Na fala, ele afirmou que as forças americanas estão “desmantelando sistematicamente” a capacidade militar iraniana e que os objetivos estratégicos do conflito estariam próximos de serem alcançados.
Discurso reforça escalada militar
No pronunciamento de cerca de 20 minutos, Trump exaltou ações militares e disse que os ataques devem continuar nas próximas semanas, sem descartar negociações.
“Vamos atacar com extrema força nas próximas duas a três semanas. Vamos levá-los de volta à idade da pedra”, afirmou.
Segundo ele, a mudança de regime não era um objetivo inicial, mas teria ocorrido com a morte de lideranças iranianas.
Alvos e estratégia
Donald Trump afirmou que os próximos alvos podem incluir usinas de energia, destacando que os Estados Unidos não atingiram diretamente o setor de petróleo iraniano.
De acordo com o presidente, atacar esse setor comprometeria a reconstrução do país e reduziria as chances de negociação.
Estreito de Ormuz e impacto global
Apesar das declarações, o Estreito de Ormuz segue com acesso controlado pelo Irã, impactando o mercado internacional de energia.
A região é responsável por cerca de 20% do transporte global de petróleo.
Trump minimizou a dependência americana do local e afirmou que outros países devem liderar a proteção da rota.
Alta do petróleo é “temporária”
O presidente afirmou que o aumento no preço dos combustíveis nos Estados Unidos é passageiro e atribuiu a alta a ações do Irã na região.
“Muitos americanos têm se preocupado com o recente aumento no preço da gasolina. Esse aumento de curto prazo é resultado direto de ataques do regime iraniano”, disse.
Críticas a aliados e apoio regional
Donald Trump citou países aliados no Oriente Médio, como Israel, Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Bahrein, que têm sido atingidos por ações de retaliação do Irã.
Ele indicou que esses países também devem assumir responsabilidades na segurança regional.
Comparação com outras guerras
Para justificar a continuidade do conflito, Trump comparou a duração da atual guerra com outros conflitos envolvendo os Estados Unidos.
Ele afirmou que, após 32 dias de operação, o Irã já estaria enfraquecido e deixaria de representar uma ameaça relevante.
Silêncio sobre protestos
O presidente não mencionou manifestações recentes nos Estados Unidos contra a guerra.
Nos últimos dias, protestos reuniram milhares de pessoas em cidades como Nova York, Dallas, Filadélfia e Washington, criticando o envolvimento militar e políticas internas do governo.
Segundo pesquisas de opinião, o presidente enfrenta queda na aprovação, com cerca de um terço de apoio popular.
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