SÃO LUÍS - A polícia ainda não achou os irmãos Antônio Gentil Gomes e Manoel de Jesus Gomes (foto ao lado), acusados de mandar matar o lavrador quilombola Flaviano Neto, em outubro de 2010. Nessa segunda-feira (4), a Justiça expediu mandado de prisão preventiva contra os dois. O Tribunal de Justiça do Maranhão negou relaxamento de prisão, e eles são considerados foragidos.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), policiais militares, policiais civis e uma equipe do Grupo Tático Aéreo fazem as buscas pelos dois acusados. O Imirante tentou falar com o delegado de São João Batista, mas ele não estava na delegacia.
Executor
Já estão presos, em São Luís, o executor do crime, Irismar Pereira, e o intermediário, o ex-policial militar Josuel Sodré Saboia, detido no início de fevereiro deste ano, no bairro do Anjo da Guarda, na capital maranhense. Eles são acusados de estarem ligados diretamente à execução de Flaviano Neto. Ele foi morto a tiros, em uma estrada, voltando de um bar, onde chegou a conversar com os envolvidos no crime.
Motivação do Crime
Segundo as investigações da polícia, a motivação do crime teria ligação a questão de posse de terras. As 70 famílias da comunidade remanescente de quilombo lutam na Justiça pela posse de 1,4 mil hectare de terra, que o empresário e a família dizem que pertence a eles.
Habeas corpus
O empresário Manoel Gentil Gomes, suspeito de ser o mandante da execução do lavrador quilombola Flaviano Neto, conseguiu, no dia 23 de fevereiro deste ano, alvará de soltura no Tribunal de Justiça do Maranhão. A decisão foi do desembargador Antônio Bayma Araújo.
De acordo com o desembargador, a prisão temporária do suspeito não era necessária, já que a apuração dos fatos já tinham sido feitas. Segundo ele, a prisão temporária de um suspeito só se justifica quando ele pode alterar provas, fugir, enquanto a investigação está ocorrendo.
Manoel Gomes foi preso em São João Batista, e permaneceu na cela por 24 horas.
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