Terceira Idade

Defensoria Pública assiste idoso vítima de violência

Imirante

Atualizada em 27/03/2022 às 13h08

SÃO LUÍS - A Delegacia de Proteção ao Idoso, somente este ano em São Luís, já registrou 1.141 ocorrências de violência contra a pessoa idosa. O Centro Integrado de Apoio e Prevenção da Violência Contra a Pessoa Idosa (CIAPVI), da Defensoria Pública, neste mesmo período, já atendeu 209 casos desse tipo de abuso.

O Centro oferece serviços de psicólogos, assistentes sociais e defensores públicos para as pessoas afetadas com essa forma de violência. Os idosos são atendidos primeiramente por um psicólogo que faz o atendimento de escuta, ouve as queixas do idoso. Em todos os casos, a vítima é encaminhada para um assistente social, que é incumbido de auxiliar o agredido.

Os casos de violência contra o idoso são variados: danos morais, constrangimento ilegal, violação em domicílio, estelionato, descriminação de pessoa idosa, injúria, calúnia e difamação, entre outros.

Registros

Em São Luís, a delegacia especial registrou, nos seis primeiros messes de 2009, números mais alarmantes de ameaça (81), fraude (105) e furto (74). Entre os idosos que procuraram o auxílio do CIAPVI, as principais queixas são: abuso financeiro (38%) e violência psicológica (41%).

A surpresa revelada pelos dados é em relação ao agressor. Do total, 42% são integrantes da família do idoso, sendo 30% filho, 4% netos e 8% outros parentes. Nos demais casos, a violência é praticada por instituições ou cuidadores (pessoas contratadas para cuidar do idoso ou alguém da própria família responsável por exercer essa função). “Normalmente o agressor é dependente químico e depende financeiramente do idoso”, revela a assistente social e coordenadora do CIAPVI Isabel Lopizic.

A grande maioria agredida é formada por mulheres. As vítimas do sexo masculino sofrem mais com a violência fora do ambiente familiar. “Resolver casos nos quais os agressores são da família do agredido é bem mais difícil. Primeiro porque as vítimas são mais relutantes em denunciar e segundo porque a relação afetiva, apesar dos abusos, faz o agredido tentar preservar ao máximo o agressor”, explica Isabel Lopizic.

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