Em Imperatriz

Bebê morre após parto e pai denuncia hospital por negligência

O pai da criança diz que houve demora e resistência na realização da cesariana e a criança defecou na barriga da mãe, ingerindo fezes.

Imirante Imperatriz

- Atualizada em 08/08/2022 às 22h45
Lucivaldo Morais e a sua esposa.
Lucivaldo Morais e a sua esposa. (Foto: Arquivo Pessoal)

IMPERATRIZ - Lucivaldo Morais, de 24 anos, registrou um boletim de ocorrência nesta segunda-feira (8) contra o Hospital Regional Materno Infantil, em Imperatriz (HRMII), após a morte, na última sexta-feira (5), da filha recém-nascida no hospital e diz que houve negligência no atendimento médico.

De acordo com o pai, sua esposa chegou à maternidade por volta das 17h30 de quarta-feira (3) e apresentava 5 cm de dilatação. Às 20h ela foi internada com 6 cm e encaminhada para a sala de parto para tentar um parto normal. Lucivaldo relata que durante a madrugada a mulher sentiu muitas dores e não conseguiu dar à luz, insistindo para que fosse feita uma cesariana, mas só na manhã seguinte, quase 9h, a cirurgia foi feita. Ainda segundo o pai, a criança foi levada às pressas para uma UTI Neonatal porque teria defecado na barriga da mãe e ingerido as fezes. Após um dia na UTI a recém-nascida não resistiu.

“Por volta das 2h da manhã, já do dia 4, ela sentiu muita dor e pediu pra ser tirada a criança. Mesmo assim não quiseram, tavam querendo induzir ela a ter normal. A médica foi só 3h30 fazer o toque, minha esposa tava só com 6,5 cm de dilatação e mesmo assim não quiseram fazer a cesariana. A médica disse que iria procurar uma ferramenta para poder estourar a bolsa da minha esposa porque no hospital não estava tendo a ferramenta apropriada. Ela saiu e não voltou mais. No turno já da manhã, na troca de horário, quando o próximo doutor entrou, ele já foi e viu a gravidade da minha esposa e já levou ela para a sala de cirurgia, já fez, a bebê nasceu 8h55, uma cirurgia de 20 minutos. Antes dela nascer estourou a bolsa, o líquido saiu e a bebê já tinha defecado dentro, levaram imediatamente pra UTI”, detalhou o pai sobre o atendimento médico. 

Larissa de Carvalho estava grávida de 39 semanas e teve uma gestação tranquila. Mas a espera da filha Maitê passou a ser acompanhada do medo logo após o nascimento, quando a criança foi encaminhada para uma UTI neonatal.

“Ficamos sem resposta, sem saber como ela tava, até as 14h. Aproximadamente 17h, quando eles deixaram eu entrar, falaram a mesma coisa que falaram pra minha sogra, que o estado dela era grave por conta de ter ingerido o líquido que tava dentro da mãe dela, porque ela defecou, engoliu e por isso tava grave, que ela tinha ingerido muito líquido por conta do horário de nascimento. Quando foi por volta de meio dia, do dia 5, a bebê veio a falecer”, contou o pai Lucivaldo.

Na certidão de óbito consta entre as causas da morte “síndrome de aspiração meconial”.

A família agora procura os órgãos competentes para investigar o caso e cobra Justiça. Nas redes sociais, a mãe Larissa de Carvalho e o pai Lucivaldo compartilharam um vídeo de toda a preparação no quarto de casa, para a chegada da pequena Maitê.

“Eu sei que a Justiça não vai trazer a vida dela de volta, o mais importante, infelizmente, já se foi. Mas eu quero Justiça porque isso não acontece só comigo, eu tive a iniciativa e ouvi muito relatos de pais, mães que sofrem por conta da negligência do hospital e eu como pai quero Justiça”, finalizou
Em resposta aos questionamentos do Imirante.com sobre o caso, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) disse apenas que está sendo investigado. Veja na íntegra:

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informa que abriu um processo administrativo para apurar a denúncia.

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