Tentativa de feminicídio

Lutador de jiu-jítsu é preso após espancar vizinhas em condomínio no Rio

Câmera de segurança registrou agressões contra uma mulher dentro de elevador. Suspeito teve prisão preventiva decretada por tentativa de feminicídio.

Imirante.com, com informações do g1

- Atualizada em 06/11/2026 às 15h56

RIO DE JANEIRO - Um lutador de jiu-jítsu foi preso em flagrante após agredir pelo menos duas vizinhas em um condomínio na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro, na madrugada de quinta-feira (5). Uma das vítimas foi brutalmente espancada dentro de um elevador, e as agressões foram registradas por uma câmera de segurança. A Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva por tentativa de feminicídio.

O lutador de jiu-jítsu preso foi identificado como Lucas Portela Fontana Gomes. Segundo a investigação conduzida pela 18ª Delegacia de Polícia (Praça da Bandeira), ele teria invadido o apartamento de uma vizinha de 66 anos, no terceiro andar do edifício, por volta de 1h, e agredido a idosa sem motivo aparente.

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Familiares da mulher conseguiram sair do apartamento e foram até a portaria pedir ajuda. Uma vizinha de 40 anos, que mora no segundo andar, ouviu os gritos e decidiu verificar o que estava acontecendo. Ao subir até o terceiro pavimento, encontrou o suspeito próximo ao elevador.

Lutador de jiu-jítsu agride mulher com socos, chutes e mata-leão

As imagens da câmera de segurança mostram o momento em que Lucas, descalço e sem camisa, exige que a vizinha se ajoelhe. Em seguida, ele desfere um chute contra a mulher, que tenta impedir a continuidade das agressões.

“Você não me bate!”, diz a vítima, antes de ser atingida por uma sequência de socos e cotoveladas.

Durante o espancamento, o agressor encurrala a mulher dentro do elevador e empurra a cabeça dela contra a parede. Em seguida, aplica um golpe conhecido como “mata-leão”, pressionando o pescoço da vítima até derrubá-la no chão.

Mesmo com a mulher caída e apresentando dificuldades para respirar, as agressões continuam. O suspeito desfere novos socos no rosto da vítima e pressiona o peito dela com os joelhos.

As imagens também mostram o momento em que Lucas segura a mulher pelo pescoço e bate repetidamente a cabeça dela contra o piso do elevador. Cachorros que estavam no local tentam interromper as agressões.

Após o ataque, o homem deixa o elevador e passa a circular pela portaria do condomínio, gritando.

A vítima, ensanguentada e com dificuldades para se levantar, consegue sair do prédio e busca abrigo em um posto de combustíveis próximo.

Suspeito tentou pegar arma de policial durante abordagem

Na manhã de quinta-feira (5), policiais militares do 6º Batalhão da Polícia Militar (Tijuca) e agentes da Guarda Municipal foram acionados para atender à ocorrência.

Segundo o registro policial, Lucas reagiu à abordagem e tentou retirar a arma de um dos militares. Diante da situação, os policiais efetuaram disparos que atingiram as pernas do suspeito.

Mesmo ferido, o homem teria continuado a resistir à prisão e tentado fugir pelas escadas do condomínio. Ele foi imobilizado após os agentes utilizarem uma arma de choque.

O lutador de jiu-jítsu preso foi encaminhado às autoridades policiais, e o caso passou a ser investigado pela 18ª DP.

Justiça decreta prisão preventiva por tentativa de feminicídio

A Polícia Civil solicitou à Justiça a conversão da prisão em flagrante de Lucas Portela Fontana Gomes em prisão preventiva, medida que foi autorizada.

O suspeito é investigado por tentativa de feminicídio, em razão das agressões praticadas contra uma das mulheres.

A investigação também apura as circunstâncias do ataque contra a idosa de 66 anos, ocorrido momentos antes do espancamento registrado no elevador.

O lutador de jiu-jítsu preso permanece à disposição da Justiça.

Vítima agredida no elevador recebeu alta hospitalar

As duas mulheres agredidas foram encaminhadas ao Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio de Janeiro, para atendimento médico.

De acordo com as informações divulgadas, a idosa de 66 anos permanecia internada, com quadro de saúde estável.

Já a mulher de 40 anos, que sofreu as agressões registradas pela câmera de segurança do elevador, recebeu alta hospitalar.

O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro.

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