Carta Golpista

Flávio Bolsonaro volta atrás e se proclama líder do Brasil após se declarar presidente eleito

Senador retirou de carta a afirmação de que era presidente eleito e passou a se apresentar como líder do Brasil, após contestar a vitória de Lula sem provas.

Imirante.com

- Atualizada em 28/10/2026 às 18h23
Flávio Bolsonaro volta atrás, retira declaração de que é presidente eleito e se proclama líder do Brasil em nova versão de carta.
Flávio Bolsonaro volta atrás, retira declaração de que é presidente eleito e se proclama líder do Brasil em nova versão de carta. (Reprodução)

BRASIL – O senador Flávio Bolsonaro (PL) voltou atrás e passou a se proclamar "líder do Brasil" após divulgar uma carta em que se declarava presidente eleito. Nesta quarta-feira (28), o parlamentar publicou uma segunda versão do documento, substituindo as expressões "presidente eleito" e "verdadeiro presidente do Brasil" por "líder" e "líder do Brasil".

A mudança ocorreu após Flávio deixar o Brasil e seguir para os Estados Unidos, de onde divulgou o documento contestando a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026.

Apesar de retirar a declaração de que havia sido eleito presidente, o senador manteve as acusações de suposta fraude eleitoral, sem apresentar provas. O resultado da eleição foi confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Flávio Bolsonaro retira declaração e se proclama líder

Na primeira versão da carta, publicada nas redes sociais, Flávio Bolsonaro afirmou que havia vencido a disputa presidencial e acusou adversários políticos de terem interferido no resultado das urnas.

O senador chegou a se apresentar como presidente eleito ao se dirigir aos eleitores e acusou integrantes de uma suposta organização criminosa de terem roubado a eleição.

Pouco depois, divulgou uma nova versão do documento, na qual deixou de reivindicar a condição de presidente eleito e passou a se apresentar como líder.

A alteração também atingiu o trecho em que Flávio se declarava verdadeiro presidente do Brasil, substituído pela expressão "líder do Brasil".

Mesmo com as mudanças, o parlamentar não retirou as acusações contra o processo eleitoral.

Senador mantém contestação à vitória de Lula

Na carta, Flávio Bolsonaro questionou o resultado da votação do último domingo (25) e alegou uma suposta impossibilidade matemática na apuração.

O senador também criticou decisões do Judiciário, especialmente a determinação do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ampliou o horário de votação em duas horas.

A prorrogação ocorreu após solicitações da coligação de Lula e da própria campanha de Flávio Bolsonaro, diante de problemas no transporte público de eleitores e das condições climáticas.

Dados da votação mostram que menos de 35 mil votos foram registrados entre 17h e 19h. A vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro no Brasil foi de 4,4 milhões de votos.

O parlamentar também defendeu a cassação da chapa eleita, formada por Lula e Geraldo Alckmin.

Flávio afirma que liderará oposição dos Estados Unidos

No documento, Flávio confirmou que está nos Estados Unidos e afirmou que pretende comandar a oposição brasileira a partir do território norte-americano.

O senador negou que sua saída do país represente uma fuga e alegou sofrer perseguição política. Também acusou o Judiciário de promover um suposto regime de exceção contra sua família.

Na carta, o parlamentar agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao presidente da Argentina, Javier Milei.

TSE confirma vitória de Lula

O Tribunal Superior Eleitoral confirmou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições presidenciais.

A Corte informou que o processo eleitoral ocorreu com segurança e transparência, sem registro de fraudes ou inconsistências capazes de comprometer a legitimidade do resultado.

O próprio PL, partido de Flávio Bolsonaro, reconheceu o resultado das urnas, embora tenha solicitado esclarecimentos à Justiça Eleitoral.

Apesar da confirmação oficial, Flávio manteve a contestação da eleição. Na versão mais recente da carta, porém, deixou de se declarar presidente eleito e passou a se proclamar líder do Brasil.

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